Author:
neojr
ID:
262360
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Preposições - CESPE
Updated:
2014-02-17 08:14:04
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Preposições CESPE
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Preposições - CESPE
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  1. “A nossa herança cultural, desenvolvida através de inúmeras gerações,sempre nos condicionou a reagir depreciativamente em relação ao comportamento daqueles que agem fora dos padrões aceitos pela maioria da comunidade.”

     1. No desenvolvimento do texto, provoca erro gramatical ou incoerência textual, a omissão de “em relação” (ℓ.2).
    1. ERRADO. A expressão “em relação a” é uma locução prepositiva –elemento geralmente utilizado para introduzir complementos, assim como a preposição. Porém, no trecho “sempre nos condicionou a reagir depreciativamente em relação ao comportamento daqueles que agem fora dos padrões”, se fosse retirada apenas parte da locução (elemento em negrito), não haveria prejuízo gramatical. Observe-se que a contração“ao” (preposição + artigo) introduziria corretamente o complemento do verbo antecedente “reagir”.
  2. “Com um alto grau de urbanização, o Brasil já apresenta cerca de 80% da população nas cidades, mas, como advertem estudiosos do assunto, o país ainda tem muito a aprender sobre crescimento e planejamento urbanos.”

     2. A substituição de “cerca de” (ℓ.1) por acerca de manteria a correção gramatical do período.
    2. ERRADO. Ambas as expressões são locuções prepositivas. Entretanto,expressam relações semânticas diferentes. Cerca de dá ideia de quantidade aproximada; acerca de equivale a a respeito de, sobre e geralmente introduz termos que dão ideia de assunto. Portanto, uma não pode substituir corretamente a outra.
  3. “A polícia está pelas ruas, uniformizada ou à paisana, e constantemente faz batidas em lugares que os imigrantes frequentam ou onde trabalham. Foram expedidas cerca de 7 mil cartas de expulsão de brasileiros no ano passado.”

     3. A substituição de “cerca de” (ℓ.3) por acerca de mantém a correção gramatical do período.
    3. ERRADO. Veja-se o comentário da questão 2.
  4. Com um alto grau de urbanização, o Brasil já apresenta cerca de 80% da população nas cidades, mas, como advertem estudiosos do assunto, o país ainda tem muito a aprender sobre crescimento e planejamento urbanos.

     4. Em “muito a aprender” (ℓ.3), “a” é preposição.
    4. CERTO. A partícula “a” que antecede a forma verbal “aprender” é invariável; portanto, é uma preposição.
  5. “De imediato, existe o alerta: onde morar em metrópoles? É melhor optar por uma casa ou um apartamento o mais distante possível – a dois quarteirões, no mínimo – das ruas e avenidas mais movimentadas.”

     5. Manteria a correção gramatical e o sentido do texto a inserção de há dois quarteirões no lugar de “a dois quarteirões” (ℓ.2-3).
    5. ERRADO. A preposição “a”, na expressão “a dois quarteirões”, introduz adjunto adverbial de lugar, expressa ideia de distância. A substituição de“a” pela forma verbal “há” não teria a menor coerência, uma vez que essa forma verbal indica principalmente existência ou tempo decorrido.
  6. “Seu técnico, Bob Bowman, previu que ele bateria recordes mundiais dali a 12 anos, nos Jogos Olímpicos de 2008.”

     6. Em lugar da expressão “dali a 12 anos” (ℓ.2), estaria igualmente correta a grafia dali há 12 anos.
    6. ERRADO. A preposição “a”, na expressão “dali a 12 anos”, faz parte de um adjunto adverbial de tempo; o uso de tal preposição nessas circunstâncias traduz tempo futuro. A substituição de “a” pela forma verbal“há” não teria a menor coerência, uma vez que essa forma verbal indica principalmente existência ou tempo decorrido.
  7. Acreditavam, também, que a existência de meios de comunicação viria promover mudanças estruturais na economia brasileira, ao permitir o povoamento das áreas de baixa densidade demográfica e,sobretudo, por possibilitar a descoberta e o desenvolvimento de novos recursos que jaziam ocultos no vasto e inexplorado interior da nação.


    7. Prejudicaria a correção gramatical do período a substituição de “ao”, em“ao permitir” (ℓ.2), pela preposição por.
    7. ERRADO. Não haveria prejuízo gramatical. Observe-se que a substituição de “ao” pela preposição por seria coerente, uma vez que introduziria outra causa para a oração “viria promover mudanças”, estruturando um paralelismo sintático (semelhança formal entre os itens de uma enumeração)com a expressão “por possibilitar a descoberta e o desenvolvimento de novos recursos”.
  8. “Seja qual for a função ou a combinatória de funções dominantes em um determinado momento de comunicação, postula-se que preexiste a todas elas a função pragmática de ferramenta de atuação sobre o outro, de recurso para fazer o outro ver/conceber o mundo como o emissor/locutor o vê e o concebe, ou para fazer o destinatário tomar atitudes, assumir crenças e eventualmente desejos do locutor.”

     8. No período sintático “postula-se que (...) desejos do locutor” (ℓ.2-6), as três ocorrências da preposição “de” estabelecem a dependência dos termos que regem para com o termo “função pragmática” (ℓ.3), como mostra o esquema seguinte.

    função pragmática:
     de ferramenta
     de atuação sobre o outro
     de recurso para fazer o outro conceber o mundo
    8. ERRADO. O esquema de subordinação apresentado na questão está incorreto.Sabe-se que a preposição subordina um termo a outro. Porém,no trecho “preexiste a todas elas a função pragmática (1) de ferramenta de atuação sobre o outro, (2) de recurso para fazer o outro ver/conceber o mundo como o emissor/locutor o vê e o concebe, ou para fazer o destinatário tomar atitudes, assumir crenças e eventualmente desejos do locutor”, percebe-se que as duas expressões numeradas é que estão subordinadas à expressão “função pragmática”. Note-se que o termo “de atuação sobre o outro” não se subordina diretamente à “função pragmática”,e sim à “ferramenta”.
  9. Agora que o desastre aconteceu, é importante entender por que ele foi tão grave – afinal, há muitas regiões com o mesmo tipo de risco no país. De todas as medidas já tomadas e dos estudos em curso,algumas conclusões podem ser tiradas sobre o que é preciso fazer:
     1) Conter o desmatamento nas cabeceiras dos rios – Em um terreno com vegetação nativa, a água das chuvas leva mais tempo para chegar ao curso d’água. As próprias folhas das árvores absorvem parte da chuvae reduzem o impacto das gotas no solo. Além disso, troncos e folhas nochão ajudam a reter a água. O solo, menos compactado,absorve mais água.

     9. Na expressão “curso d’água”, o apóstrofo marca a elisão da vogal final da preposição.
    9. CERTO. De fato, na expressão “curso d’água”, houve a supressão da vogal da preposição “de”. Essa supressão de vogais se chama elisão (modificação fonética em que se elimina o final vocálico de uma palavra eque resulta na fusão com uma palavra subsequente). Vejam-se exemplos:pingo d’água, Ouro Preto d’Oeste, Sant’Ana.
  10. “Assim, faz-se necessária a realização de um estudo sobre a rede da assistência social no Brasil, com informações sobre os serviços prestados,de modo a orientar investimentos estratégicos.”

     10. O conectivo “de modo a” (ℓ.3) pode ser substituído por a despeito de sem que haja alteração no significado original do texto.
    10. ERRADO. Tanto “de modo a” quanto a despeito de são locuções prepositivas. Entretanto, introduzem ideias diferentes: a primeira expressa finalidade; a segunda, oposição, concessão (equivale a embora). Uma não tem nada a ver com a outra. Portanto, a substituição seria incorreta.
  11. “Em nosso continente, a colonização espanhola caracterizou-se largamente pelo que faltou à portuguesa: por uma aplicação insistente em assegurar o predomínio militar, econômico e político da metrópole sobre as terras conquistadas, mediante a criação de grandes núcleos de povoação estáveis e bem ordenados.”


    11. A respeito do uso das estruturas linguísticas no texto na linha 4, o autor evita a repetição da preposição por ao usar o termo “mediante a”, que estabelece relações significativas semelhantes.
    11. ERRADO. A preposição acidental mediante contextualmente indica o modo pelo qual se conseguiu “assegurar o predomínio militar, econômico e político da metrópole sobre as terras conquistadas”. A preposição por indicaria outro agente ou outra causa da forma verbal “caracterizou-se”, presente na expressão “a colonização espanhola caracterizou-se”. Portanto,“mediante” não teria relação nenhuma com “por” (citado no texto) e,por isso, não está evitando a repetição de tal preposição.
  12. Até hoje respondíamos à questão QUANDO COMEÇA A VIDA? das mais diversas maneiras, com a despreocupação dos inconsequentes. Isso mudou. “As pesquisas com células-tronco embrionárias, que apontam para imensos recursos terapêuticos, exigem um mínimo acordo sobre o momento inicial da vida humana.”


     12. O período iniciado pela expressão “As pesquisas” (ℓ.3) estabelece, na argumentação do texto, uma razão, um motivo para a ideia da oração anterior; por isso admite ser assim iniciado: Por causa das pesquisas.
    12. ERRADO. Parte da afirmação da questão está correta. Efetivamente, o trecho iniciado em “As pesquisas” indica uma razão, um motivo para a ideia da oração anterior; entretanto, a expressão Por causa das pesquisas não poderia substituir “As pesquisas”, pois geraria uma incongruência,um truncamento sintático – erro gramatical que consiste em cortar partes fundamentais de um período, deixando-o incompleto. Veja-se a expressão modificada: .“Por causa das pesquisas com células-tronco embrionárias,que apontam para imensos recursos terapêuticos, exigem um mínimoacordo sobre o momento inicial da vida humana.” Observe-se que não haveria nenhum nexo entre as orações iniciadas pelas expressões destacadas.
  13. “No início do século 19, o filósofo Hegel chegou a dizer que a leitura dos jornais era “a oração matinal do homem moderno”.


     13. Em “chegou a dizer” (ℓ.1), “a” é preposição exigida pela regência de“chegou”.
    13. CERTO. Observe-se que na expressão “chegou a dizer”, temos uma locução verbal em que os verbos estão unidos por preposição, como ocorre em acabou de chegar, acabou de dizer, estou a pensar. Normalmente essa preposição é exigida pelo verbo auxiliar.
  14. “Meu pai era um homem bonito com muitas namoradas, jogava tênis,nadava, nunca pegara uma gripe – até ter um derrame cerebral. Vivia envolvido com “sirigaitas”, como minha mãe as chamava, e com fracassos comerciais crônicos.”


     14. Na linha 1, “com” estabelece uma comparação entre as “namoradas” e o termo ‘sirigaitas’ (ℓ.2).
    14. ERRADO. A preposição “com” (ℓ.1) não estabelece nenhuma relação de comparação, e sim de posse entre “homem bonito” e “muitas namoradas”. A segunda ocorrência da mesma preposição introduz um complemento para a forma verbal “envolvido”. Em nenhum momento do texto há comparação entre “namoradas” e “sirigaitas”.
  15. “Egito, Filipinas, Indonésia e Costa do Marfim sofreram ondas de saques em busca de alimentos. Na Tailândia, tropas foram mobilizadas para conter a invasão aos campos de arroz.”


     15. No trecho “Na Tailândia, tropas foram mobilizadas para conter a invasão aos campos de arroz” (ℓ.2-3), o conector “para” estabelece uma relação de consequência entre as ações verbais das orações.
    15. ERRADO. A preposição “para” em “para conter a invasão aos campos de arroz” introduz ideia de finalidade, e não consequência.