Artigos substantivos adjetivos e pronomes - 1

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Author:
neojr
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262003
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Artigos substantivos adjetivos e pronomes - 1
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2014-02-14 13:05:04
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Artigos substantivos adjetivos pronomes
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Artigos, substantivos, adjetivos e pronomes - 1
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  1. "Machado pode ser considerado, no contexto histórico em que surgiu, um espanto e um milagre, mas o que me encanta de forma mais particular é o fato de que ele estava, o tempo todo, pregando peças nos leitores e nele mesmo."

     1. No texto, o termo ・o・ que precede ・que・ (ℓ.2), ・fato・ (ℓ.3) e ・tempo・ (ℓ.3) classifica-se como artigo nas três ocorrências.
    1. ERRADO. O primeiro "o" não é artigo, mas sim pronome demonstrativo. Observe-se que tal partícula pode ser substituída por aquilo, o que resultaria no trecho aquilo que me encanta. Já em "... é o fato de que ele estava, o tempo todo", temos sim dois artigos definidos masculinos que antecedem os substantivos "fato" e "tempo".
  2. "As vivências do tempo e do espaço constituem dimensões fundamentais de todas as experiências humanas. O ser, de modo geral, só é possível nas dimensões reais e objetivas do espaço e do tempo."

    2. Na linha 2, o termo "só é possível" indica que "ser" está empregado como verbo, não como substantivo, sinônimo de pessoa.
    2. ERRADO. O artigo, além de particularizar ou generalizar a ideia do substantivo, tem ainda a função de substantivar palavras que originalmente pertençam a outras classes. Observe-se que no período "O amanhã não nos pertence", o termo destacado é, originalmente, um advérbio, mas contextualmente um substantivo, uma vez que foi substantivado pelo artigo. Processo parecido ocorre com o vocábulo "ser", na questão ora resolvida, uma vez que ele deixa de pertencer à classe dos verbos, e contextualmente passa a ser substantivo.
  3. "XV – Trabalhar com metodologia interativa: grupos, seminários, jogos, estudo do meio, experimentação, problematização, temas geradores, projetos e monitoria."

    3. Em XV, as alusões a metodologias interativas estão representadas apenas pelos substantivos abstratos "experimentação" e "problematização".
    3. ERRADO. Todos os termos destacados no trecho "Trabalhar com metodologia interativa: grupos, seminários, jogos, estudo do meio, experimentação, problematização, temas geradores, projetos e monitoria" são substantivos que se referem a "metodologias interativas", contextualmente.
  4. "Uma decisão singular de um juiz da Vara de Execuções Criminais de Tupã, pequena cidade a 534 km da cidade de São Paulo, impondo critérios bastante rígidos para que os estabelecimentos penais da região possam receber novos presos, confirma a dramática dimensão da crise do sistema prisional."

    4. As palavras ・singular・ (ℓ.1) e ・dramática・ (ℓ.4) qualificam, respectivamente, os substantivos ・decisão・ (ℓ.1) e ・dimensão・ (ℓ.4).
    4. CERTO. Nas expressões "Uma decisão singular" e "a dramática dimensão da crise", os termos destacados são dois adjetivos, que caracterizam contextualmente os substantivos "decisão" e "dimensão".
  5. "Tivera uma peleteria numa cidade onde fazia um calor dos infernos quase o ano inteiro. Claro que foi à falência, mas suas freguesas nunca foram tão bonitas, embora tão poucas."

    5. No trecho "fazia um calor dos infernos quase o ano inteiro" (ℓ.1-2), a substituição de "dos infernos" por infernal manteria a correção gramatical e o sentido do texto.
    5. CERTO. Na expressão "fazia um calor dos infernos", o termo destacado corresponde, semântica e gramaticalmente ao adjetivo infernal. Observe-se que "dos infernos" classifica-se, contextualmente, como locução adjetiva – termo preposicionado que qualifica ou caracteriza substantivos. Vejam-se outros exemplos de locução adjetiva: crise dos rins = crise renal; amor de mãe = amor materno; distúrbio de comportamento = distúrbio comportamental.
  6. "O problema político essencial para o intelectual não é criticar os conteúdos ideológicos que estariam ligados à ciência nem fazer com que sua prática científica seja acompanhada por uma ideologia justa; mas saber se é possível constituir uma nova política da verdade."

    6. A correção gramatical e o sentido do texto seriam mantidos com a substituição do termo ・da verdade・ (ℓ.4) pelo adjetivo verdadeira.
    6. ERRADO. No contexto, a expressão "da verdade" não é uma locução adjetiva que corresponda semanticamente ao adjetivo verdadeira. Observe-se que o autor não deseja qualificar o substantivo "política" e sim dizer que "a verdade" teria uma política. No trecho "mas saber se é possível constituir uma nova política da verdade", nota-se que o vocábulo "política" teria como sinônimos os substantivos conceito, ideia. E em nenhum momento o autor deseja caracterizar esse conceito, essa ideia, essa política, e sim dizer que "a verdade" precisa de um novo conceito, uma nova ideia, uma nova política.
  7. "Foi assim que o mais importante crítico literário do mundo, o norte-americano Harold Bloom, 77, classificou Machado de Assis quando elencou, em Gênio – Os 100 Autores Mais Criativos da História da Literatura (Ed.Objetiva, 2002), os melhores escritores do mundo segundo seus critérios e gosto particular."

    7. No texto, destaca-se o emprego do superlativo.
    7. CERTO. O superlativo, segundo alguns gramáticos, é uma flexão de grau que ocorre geralmente com adjetivos ou com advérbios. No caso dos adjetivos, consiste na intensificação de uma qualidade ou de uma característica geralmente por meio de advérbios e artigos. No trecho "Foi assim que o mais importante crítico literário do mundo, o norte-americano Harold Bloom, 77, classificou Machado de Assis quando elencou, em Gênio – Os 100 Autores Mais Criativos da História da Literatura (Ed.Objetiva, 2002), os melhores escritores do mundo segundo seus critérios e gosto particular", as três expressões sublinhadas representam o superlativo relativo de superioridade. Note-se que os adjetivos "importante" e "Criativos" são intensificados pelas expressões "o mais" e "os mais", respectivamente. E "melhores" – que qualifica o substantivo "escritores" – representa o superlativo sintético do adjetivo bons, uma vez que substitui a expressão mais bons – que seria gramaticalmente incorreta.
  8. "Sendo positivo, o livro é aprovado junto ao conselho, que decide por sua publicação."

    8. Em "Sendo positivo, o livro é aprovado junto ao conselho" (ℓ.1), embora seguido de vírgula, o adjetivo "positivo" qualifica "livro".
    8. CERTO. O adjetivo "positivo" claramente se refere ao substantivo posposto "livro". Está precedido por vírgula porque a oração em que se insere está deslocada de sua posição original. Vale ressaltar que esse adjetivo, contextualmente, exerce a função sintática de predicativo do sujeito.
  9. "O ano de 1964 representou para a Universidade de Brasília o maior retrocesso que pôde existir na história do ensino superior no Brasil. No meu entender, foi um verdadeiro aborto na história da ciência, pois aqui se perdeu o que existia de melhor em conhecimento científico e intelectual deste país. Digo isso porque presenciei os fatos daquela época. Destruíram, aqui, o ninho dos homens-águias. Desapareceram os grandes personagens, que foram a verdadeira história da UnB. Restaram apenas mágoas e ressentimentos, medo e desconfiança, um sentimento de desgosto e de tristeza no meio de toda aquela gente se evadindo ou assistindo com pavor à violência e à desmoralização de seus colegas e familiares sem que nada se pudesse fazer. Por isso afirmo e considero que aqui a história ficou interrompida.
     Entre prisões e renúncias ao cargo, a Universidade perdeu os melhores professores escolhidos pelo reitor Darcy Ribeiro. Até aquela data, o que existia de melhor em matéria de ensino estava na Universidade de Brasília."

    9. Recurso retórico para indicar o grau mais intenso da qualidade de algo, o superlativo foi empregado para qualificar os professores que atuavam na UnB em 1964 na expressão ・os melhores professores・ (ℓ.13-14).
    9. CERTO. No trecho "a Universidade perdeu os melhores professores", ocorre, sim, o superlativo relativo de superioridade. Veja-se o comentário da questão 7.
  10.  Segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, "cidadania é a qualidade ou estado do cidadão".

    10. A palavra segundo está sendo empregada como numeral em: ・Segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa・ (ℓ.1).
    10. ERRADO. O vocábulo "Segundo" está empregado, contextualmente, como preposição acidental, e pode ser substituído por De acordo com. Observe-se que "segundo" introduz um adjunto adverbial de conformidade. Os adjuntos adverbiais, quando representados por mais de uma palavra, geralmente são introduzidos por preposições. Logo, o vocábulo segundo, que pode ser numeral ou conjunção em outros contextos, classifica-se neste contexto como preposição.
  11. "— Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus.
    O homem é a sintaxe da natureza, eu descobri as leis da gramática divina...
    — Explica-te.
    — Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro. Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber de um homem. Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto, esperavam todos."

    11. No trecho "deixa-me experimentar primeiro" (ℓ.5), o pronome exerce a função de complemento das formas verbais "deixa" e "experimentar".
    11. ERRADO. Tem-se, neste caso, um exemplo de verbos causativos, seguidos de infinitivo. A gramática diz que os verbos deixar, mandar e fazer (e sinônimos) podem apresentar um complemento que funcionará como sujeito de outro verbo posterior. Observe-se que o pronome "me" é complemento da forma verbal "deixa" e sujeito de "experimentar". Se a oração reduzida de infinitivo fosse desenvolvida, ter-se-ia: Deixa que eu experimente primeiro. Observe-se que a oração em destaque seria complemento da anterior, porém o pronome "eu" (que corresponde a "me" na oração original) funciona como sujeito de "experimente". Portanto, a afirmação de que o pronome é complemento dos dois verbos está incorreta. Ele é complemento de "Deixa" e sujeito de "experimentar".
  12. "Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto, esperavam todos. Os dois hóspedes eram apontados na rua até pelas crianças."

    12. No trecho "que a verdade recente viesse aposentar as que eles mesmos possuíam" (ℓ.2-3), o termo "as" exerce a função sintática de complemento direto da forma verbal "possuíam".
    12. ERRADO. O termo "as", que equivale a aquelas, é complemento da forma verbal "aposentar". O complemento de "possuíam" é o pronome relativo "que" – substituto de "verdades".
  13. "A política de comércio exterior do Brasil envolveu historicamente um grande debate nacional. Governo e lideranças sociais a ela vincularam as possibilidades do desenvolvimento econômico, desde as suas origens, na primeira metade do século XIX. Em três períodos, ela foi atrelada a diferentes paradigmas de inserção internacional:・

    13. As duas ocorrências do pronome ・ela・ (ℓ.3 e 5) se referem ao mesmo antecedente: ・A política de comércio exterior do Brasil・ (ℓ.1).
    13. CERTO. As duas ocorrências do pronome pessoal "ela" referem-se anaforicamente à expressão "política de comércio exterior do Brasil". Observe-se que anáfora é a referência a termos anteriormente citados.
  14. ・Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
    Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
    Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.・


    14. Um pronome oblíquo o(s), colocado após uma palavra terminada em -s, não necessariamente um verbo, assume a forma -lo(s). Foi o que ocorreu em ・Ei-los・ (ℓ.1).
    14. CERTO. A regra diz que os pronomes pessoais oblíquos átonos o, os, a, as se transformam em lo, los, la, las, após verbos ou outros pronomes pessoais átonos terminados em –R, –S, –Z. A única ressalva que fazemos a essa questão do Cespe é que o autor afirma que tal mudança ocorre, genericamente, após palavras terminadas em –s. Não é verdade que seja após quaisquer palavras terminadas nessa consoante. O pronome deve estar ligado a uma palavra por hífen. No texto, o pronome "os" está ligado à palavra denotativa "eis", que aceita o hífen. Vejam-se outros exemplos:

    A vida, Deus no-la concedeu./ Vou deixá-los em paz .
  15. "Meu sonho de consumo, eu sabia agora, era a liberdade. O ser humano se caracteriza, na verdade, por uma estupidez. Ele só descobre que um bem é fundamental quando deixa de possuí-lo."

    15. No trecho "quando deixa de possuí-lo" (ℓ.3), o pronome enclítico refere-se ao termo "um bem".
    15. CERTO. O pronome oblíquo "lo" refere-se anaforicamente ao substantivo "bem". Lembre-se de que anáfora é a referência a um termo anterior.
  16. "Não sendo condicionado por natureza, o homem é capaz de vivenciar novas experiências, de inventar artefatos que lhe possibilitem, por exemplo, voar ou explorar o mundo subaquático, quando não foi dotado por natureza para voar e permanecer sob a água."

    16. No desenvolvimento das relações de coesão do texto, o pronome "lhe" (ℓ.2) retoma "homem" (ℓ.1) e, por isso, sua substituição pelo pronome o preservaria a coerência e a correção gramatical do texto.
    16. ERRADO. O pronome "lhe" de fato se refere a "homem", entretanto não pode ser substituído por o. Este pronome exerce a função sintática de objeto direto; já o pronome "lhe" exerce contextualmente a função de objeto indireto. No trecho "inventar artefatos que lhe possibilitem, por exemplo, voar ou explorar o mundo subaquático", a forma verbal "possibilitem" é transitiva direta e indireta. O pronome "lhe" é o objeto indireto; os verbos "voar" e "explorar" funcionam como o objeto direto. Portanto, se substituíssemos "lhe" por o, incorreríamos em erro gramatical, uma vez que um verbo VTDI teria dois objetos diretos – o que seria totalmente incorreto.
  17. "A idiomaticidade é relativa a um sujeito empírico, um sujeito que se situa a si e ao outro em relação a um tempo e um espaço."


    17. Embora a ênfase criada pela redundância no uso dos pronomes "se" e "si", em "um sujeito que se situa a si e ao outro" (ℓ.1-2), reforce a argumentação, a opção pelo emprego de apenas um deles – como, por exemplo, um sujeito que situa a si e ao outro – preservaria a clareza, a coerência e a correção gramatical do texto.
    17. CERTO. Os pronomes "se" e "si" foram usados em sua função reflexiva, ou seja, aquela em que o sujeito da oração pratica e recebe a ação. O uso repetitivo observado no período serve, estilisticamente, para reforçar a mensagem reflexiva, promovendo ênfase. Mas a retirada de "se" não causaria erro gramatical, uma vez que seu valor contextual é apenas estilístico (aumento da expressividade).
  18. "Esse folclore - em seu sentido mais amplo - traz à luz a compreensão de determinados povos sobre o meio que os cerca, mas de maneira bastante particular."

    18. Preservam-se a correção gramatical do texto e a coerência entre os argumentos ao se substituir o pronome "os" pelo correspondente "lhe" antes de "cerca" (ℓ.2), escrevendo-se o meio que lhes cerca.
    18. ERRADO. A forma verbal "cerca" classifica-se, contextualmente, como transitiva direta. Exige, apenas, objeto direto. Sabe-se que "lhe" funciona como objeto indireto, portanto a substituição de "o" (objeto direto) por lhe tornaria o texto incorreto.
  19. "Achava que você tinha de ficar isolado com um pequeno grupo de pessoas, pensando em uma solução inovadora. Depois, percebi que a inovação está dentro de cada um de nós. De repente, me dei conta de que a forma certa de a inovação acontecer é deixar a coisa fluir.
      Quando todo mundo está impregnado do espírito da inovação, ela vem até você, todos os dias. Se eu abrir espaço para você dar vazão a sua paixão, a mudança acontece."


    19. O pronome de tratamento "você" (ℓ.1 e 6) é empregado, na fala da entrevistada, em sentido genérico, em referência a qualquer pessoa e, não, especificamente, ao interlocutor.
    19. CERTO. O pronome pessoal de tratamento "você" é usado geralmente em referência ao interlocutor de uma mensagem, a pessoa com quem se fala. Modernamente, porém, esse pronome tem sido usado também com valor de "alguém", "qualquer pessoa que...", ou seja, expressando uma ideia de indeterminação, indefinição. É o que se observa no contexto.
  20. "Essas perguntas estão na raiz do que se pode chamar de pauta de vanguarda do Supremo Tribunal Federal – ou seja, expressam o conteúdo das futuras polêmicas que a Corte terá de resolver."

    20. Em "na raiz do que se pode chamar" (ℓ.1), a substituição de "do" por daquilo mantém a correção gramatical do texto.
    20. CERTO. A substituição de "do" por daquilo pode ser feita contextualmente sem prejuízo gramatical ou semântico. Note-se que "o" na expressão "na raiz do que se pode chamar" não é artigo definido, e sim pronome demonstrativo, tanto que pode ser substituído por aquilo (também pronome demonstrativo) sem nenhuma alteração semântica ou erro gramatical.

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