Artigos substantivos adjetivos e pronomes - 2

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Author:
neojr
ID:
262010
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Artigos substantivos adjetivos e pronomes - 2
Updated:
2014-02-14 13:04:33
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Artigos substantivos adjetivos pronomes
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Artigos, substantivos, adjetivos e pronomes - 2
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  1. "O alívio dos que, tendo a intenção de viver irregularmente na Espanha, conseguem passar pelo controle de imigração do Aeroporto Internacional de Barajas não dura muito tempo."


    21. No trecho "alívio dos que" (ℓ.1), a substituição de "dos" por daqueles prejudica a correção gramatical do período.
    21. ERRADO. Nesta questão, assim como na anterior, tem-se a substituição de um pronome demonstrativo por outro. A questão está errada por dizer que haveria prejuízo gramatical caso ocorresse a substituição de "dos" (preposição + pronome demonstrativo) por daqueles (preposição + pronome demonstrativo). Observe-se, mais uma vez, que "os’, na expressão "alívio dos que", não é artigo (uma vez que não se refere a um substantivo), e sim pronome.
  2. "Para ser democrático, deve contar, a partir das relações de poder estendidas a todos os indivíduos, com um espaço político demarcado por regras e procedimentos claros, que, efetivamente, assegurem o atendimento às demandas públicas da maior parte da população, elegidas pela própria sociedade, através de suas formas de participação/representação.
    Para que isso ocorra, contudo, impõe-se a existência e a eficácia de instrumentos de reflexão e o debate público das questões sociais vinculadas à gestão de interesses coletivos..."

    22. O pronome "isso" (ℓ.7) exerce, na organização dos argumentos do texto, a função coesiva de retomar e resumir o fato de que as "demandas públicas da maior parte da população" (ℓ.4-5) são escolhidas por meio de "formas de participação/representação" (ℓ.5-6).
    22. ERRADO. O pronome isso não retoma apenas parte do parágrafo, mas todo ele, a começar em "para ser democrático".
  3. "E ela veio na quarta-feira, 10, no palco do Teatro Plácido de Castro, em Rio Branco, na forma de uma portaria assinada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. Antes, porém, realizou-se uma sessão de julgamento da Comissão de Anistia, cujo resultado foi o reconhecimento, por unanimidade, da perseguição política sofrida por Chico Mendes no início dos anos 80 do século passado."

    23. Na linha 4, o vocábulo "cujo" estabelece relação sintático-semântica entre os termos "resultado" e "Comissão de Anistia".
    23. ERRADO. O pronome relativo "cujo" estabelece relação sintático-semântica entre "julgamento da Comissão de Anistia" e "resultado". Observe que "o resultado" é do "julgamento". Ressalta-se que cujo estabelece relação de posse entre dois termos substantivos.
  4. "Nas sociedades orais, aquelas que não dispunham de nenhum sistema de escrita, as mensagens eram recebidas no tempo e no lugar em que eram emitidas".

    24. No período acima, as duas ocorrências do pronome relativo "que" exercem funções sintáticas distintas.
    24. CERTO. No primeiro caso, o pronome relativo "que" exerce a função sintática de sujeito. No segundo, de adjunto adverbial. Para notar que são funções diferentes, basta observar que um está preposicionado e o outro não. Ressalta-se que o pronome relativo exerce a função sintática que o termo substituído exerceria se estivesse na oração em que o pronome relativo está.
  5. "Cidade e corte, que desde muito tinham notícias dos nossos dois amigos, fizeram-lhes um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos, discutiram as suas ideias, mandaram-lhes muitos presentes, papiros, crocodilos, zebras, púrpuras. Eles, porém, recusaram tudo, com simplicidade, dizendo que a filosofia bastava ao filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente."

    25. Nos trechos "que desde muito tinham notícias dos nossos dois amigos" (ℓ.1-2) e "que a filosofia bastava ao filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente" (ℓ.5-6), os elementos gramaticais grifados exercem a mesma função sintática.
    25. ERRADO. No primeiro "que" destacado, tem-se um pronome relativo, que exerce a função sintática de sujeito. No segundo e terceiro casos, ocorrem duas conjunções integrantes, que não exercem funções sintáticas propriamente ditas. Servem, apenas, para introduzir orações subordinadas substantivas. Portanto, o item está incorreto.
  6. "A possibilidade de utilização de um ou de outro combustível, conforme sua necessidade e seu desejo, dá ao consumidor uma liberdade de escolha com que ele não contava em experiências anteriores de uso do álcool como combustível automotivo."

    26. A substituição de "com que" (ℓ.3) por com a qual prejudica a correção gramatical do período.
    26. ERRADO. Na expressão "com que", há um pronome relativo que substitui a expressão antecedente "liberdade de escolha". Tal pronome pode ser substituído contextualmente pela expressão com a qual sem que se incorra em erro gramatical, uma vez que a qual é também um pronome relativo e faz referência a um termo feminino. Note-se, ainda, que o uso da preposição "com" decorre da regência do verbo posterior: "contava".
  7. "Os ganhos de eficiência da indústria brasileira têm uma característica nova: seus benefícios estão sendo partilhados entre as empresas e os trabalhadores, cujos aumentos salariais, portanto, não pressionam os preços."

    27. A substituição do termo "cujos" (ℓ.3) por dos quais prejudica a correção gramatical do período.
    27. CERTO. De fato, há prejuízo gramatical. Apesar de ambas as expressões serem classificadas como pronome relativo, dos quais não pode substituir "cujos", porque este pronome estabelece relação de posse entre dois termos substantivos – um anterior e outro posterior, o que não ocorre com os outros pronomes relativos (que substituem apenas um termo anterior). Observe-se, também, que "cujos" não está preposicionado e dos quais sim.
  8. "Nela, 130 países signatários do documento final, entre os quais o Brasil, assumem o compromisso de definir novos conceitos sobre esse tipo de crime."

    28. Mantém-se a correção gramatical do período com a substituição de "os quais" (ℓ.1) por cujos ou os que.
    28. ERRADO. Apesar de "os quais", "cujos" e "que" serem todos pronomes relativos, a substituição do primeiro pelos outros contextualmente não pode ocorrer sem que se incorra em erro gramatical. Observe-se, por exemplo, que o pronome cujos estabelece relação de posse entre dois substantivos – um anterior e outro posterior, o que não ocorre com os outros pronomes relativos (que substituem apenas um termo anterior). Portanto, no lugar de "os quais" ou "que" não cabe "cujo" sem que se provoque erro gramatical ou alteração semântica.
  9. "Agora, ao vê-lo assim, suado e nervoso, mudando de lugar o tempo todo e murmurando palavras que me escapavam, temia que me abordasse para conversar sobre o filho."

    29. A correção gramatical do texto seria mantida se o pronome "que", em "que me escapavam" (ℓ.2), fosse substituído por quê.
    29. ERRADO. No texto, "que" é um pronome relativo. Já a partícula quê (acentuada) classifica-se ora como substantivo ora como pronome interrogativo. Veja-se: "Meu bem querer tem um quê de pecado..." (substantivo); "Eles se foram por quê?" (pronome interrogativo).
  10. "ágora (praça pública onde os que eram chamados se organizavam para, de comum acordo, deliberar sobre decisões)."

    30. O pronome relativo "onde" foi empregado como uma referência a local, como exige a norma padrão, em "onde os que eram chamados se organizavam para, de comum acordo, deliberar sobre decisões" (ℓ.1-2).
    30. CERTO. O pronome relativo "onde" retoma contextualmente o termo "praças públicas". Observe-se que tal pronome deve fazer referência a lugares – físicos ou imaginários.
  11. "Muitas dessas ocupações estão ligadas à área de tecnologia, cujo avanço permanente cria novas demandas por gente mais especializada.
    (...) diagnosticando profissionais que faltam às empresas; e o farmacoeconomista, cuja função é analisar a viabilidade econômica de um remédio, incluindo-se a demanda existente e a relação custo-benefício".

    31. Os segmentos "cujo avanço permanente" (ℓ.1-2) e "cuja função" (ℓ.4) equivalem, no texto, respectivamente, a o avanço permanente da área de tecnologia e a função do farmacoeconomista.
    31. CERTO. O pronome relativo cujo (e suas flexões) estabelece relação de posse entre dois substantivos distintos. Na expressão "área de tecnologia, cujo avanço permanente", o pronome "cujo" estabelece uma relação que pode ser demonstrada claramente pela expressão o avanço permanente da área de tecnologia. E a expressão "o farmacoeconomista, cuja função..." equivale semântica e sintaticamente a função do farmacoeconomista. A nosso ver, porém, o Cespe não deixou claro a que equivalência se referia. Há uma equivalência sintática e semântica, mas não uma equivalência formal, uma vez que não se podem substituir as expressões destacadas no texto pelas expressões sugeridas.
  12. "Em um artigo publicado em 2000, e que fez muito sucesso na Internet, Cristovam Buarque desenhava um idílico mundo futuro, liberto das soberanias nacionais, em que tudo seria de todos."

    32. Mantém-se a correção gramatical do texto e respeitam-se suas relações argumentativas ao se substituir "em que" (ℓ.3) por onde.
    32. CERTO. No trecho "Cristovam Buarque desenhava um idílico mundo futuro, liberto das soberanias nacionais, em que tudo seria de todos...", o pronome relativo destacado exerce a função de adjunto adverbial de lugar, retomando a expressão "mundo futuro" (que indica lugar). O pronome relativo onde caberia perfeitamente no lugar da expressão "em que", uma vez que também indica lugar.
  13. "Tivera uma peleteria numa cidade onde fazia um calor dos infernos quase o ano inteiro. Claro que foi à falência, mas suas freguesas nunca foram tão bonitas, embora tão poucas."

    33. Na linha 1, o pronome relativo "onde" se refere ao adjunto adverbial "numa cidade".
    33. CERTO. Na expressão "Tivera uma peleteria numa cidade onde fazia um calor dos infernos ...", o termo sublinhado exerce a função de adjunto adverbial de lugar. E o pronome relativo "onde" retoma esse antecedente.
  14. "Um dia ele me disse que era uma pena que os homens tivessem de ser julgados como cavalos de corrida, pelo seu retrospecto."

    34. No trecho "Um dia ele me disse que era uma pena" (ℓ.1), o pronome "que" exerce a função sintática de sujeito da oração.
    34. ERRADO. A questão afirma que a partícula "que" contextualmente é um pronome e exerce a função de sujeito. Isso não é correto. Tal partícula, no contexto, é uma conjunção integrante e introduz uma oração subordinada substantiva que funciona como complemento da forma verbal "disse".
  15. "Nessa concepção, surge a democracia grega, onde somente 10% da população determinava os destinos de toda a cidade (eram excluídos os escravos, as mulheres e os artesãos)."

    35. A oração "10% da população determinava os destinos de toda a cidade" (ℓ.1-2) teria o mesmo sentido caso o termo sublinhado – o artigo "a" – fosse eliminado.
    35. ERRADO. A gramática diz que o pronome indefinido "todo" tem um sentido se estiver seguido de artigo e outro se não estiver. A expressão todo o indica um ser, um lugar inteiro, completo. Já a expressão todo significa qualquer e dá ideia de vários seres. No trecho "10% da população determinava os destinos de toda a cidade", a expressão sublinhada dá ideia de a cidade inteira. Se retirássemos a partícula "a", a ideia passaria a ser de qualquer cidade, de todas as cidades.
  16. 1 "As pesquisas com células-tronco embrionárias, que apontam para imensos recursos terapêuticos, exigem um mínimo acordo sobre o momento inicial da vida humana.
    (...)
    5 Mas a vida humana, como precisar o seu primeiro momento? As variadas respostas indicam suas dependências dos pontos de vista adotados. "Não há consenso."
     

    36. O desenvolvimento das ideias do texto mostra que o pronome "suas" (ℓ.6) estabelece relação com o início do texto, por associar "dependências" (ℓ.6) a "pesquisas" (ℓ.1).
    36. ERRADO. No trecho "As variadas respostas indicam suas dependências dos pontos de vista adotados", o pronome possessivo "suas" estabelece claramente relação de posse com o substantivo "respostas". O trecho citado equivaleria sintática e semanticamente à seguinte reescritura: As variadas respostas dependem dos pontos de vista adotados, ou As variadas respostas são dependentes dos pontos de vista adotados
  17.  "A crise, que tem levado muitos negócios à bancarrota, provocou efeito oposto para o McDonald's, a maior rede de fast-food do mundo."
     "Esse ritmo de crescimento é 60% mais veloz que o registrado no mesmo período de 2008, justamente antes da crise."
    (...)
    "Eles dizem que os brasileiros já começaram a trocar o restaurante pelo fast-food."


    37. Os termos "que" (ℓ. 1), "Esse" (ℓ.3) e "Eles" (ℓ.6) são pronomes.
    37. CERTO. A partícula "que" é um pronome relativo e retoma "A crise"; "Esse" é um pronome demonstrativo; "Eles" é um pronome pessoal do caso reto.
  18. "As sociedades humanas são complexas e os seus membros se atraem ou se repelem em função de sua pertinência."


    38. O desenvolvimento do texto permite que o pronome "se" em "se repelem" (ℓ.2) seja retirado e fique apenas subentendido.
    38. CERTO. "As sociedades humanas são complexas e os seus membros se atraem ou se repelem em função de sua pertinência." Observe-se que a partícula "se" no trecho citado classifica-se como pronome reflexivo recíproco. Por já ter sido usada com a forma verbal "atraem" e pela coordenação que existe na expressão "se atraem ou se repelem", a elipse da segunda ocorrência de "se" é correta; tal pronome ficará subentendido.
  19. Promulgada em setembro de 2008, a nova Lei do Estágio ainda provoca dúvidas entre empresários e estudantes. Fruto de um longo debate, seu maior objetivo, segundo o ministro do trabalho, Carlos Lupi, era: "Proporcionar a milhões de jovens estudantes brasileiros os instrumentos que facilitem sua passagem do ambiente escolar para o mundo do trabalho."


    39. Na expressão "seu maior objetivo" (ℓ.3), o pronome refere-se a "ministro do trabalho, Carlos Lupi" (ℓ.3-4).
    39. ERRADO. O pronome "seu" não faz referência, no contexto, a ministro Carlos Lupi, e sim a "a nova Lei do Estágio".

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