Conjunções / Advérbios - CESPE

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Author:
neojr
ID:
262376
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Conjunções / Advérbios - CESPE
Updated:
2014-02-17 08:35:58
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Conjunções CESPE
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Conjunções CESPE
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  1. “Por ironia, as notícias mais frequentes produzidas pelas pesquisas científicas relatam não a descoberta de novos seres ou fronteiras marinhas, mas a alarmante escalada das agressões impingidas aos oceanos pela ação humana.”

     
    16. O termo “mas” (ℓ.3) corresponde a qualquer um dos seguintes: todavia,entretanto, no entanto, conquanto.
    16. ERRADO. A conjunção “mas” expressa ideia de oposição e classifica-secomo conjunção coordenativa adversativa, juntamente com porém, todavia,entretanto, não obstante, contudo. Já a conjunção “conquanto”(que equivale a embora), apesar de indicar oposição, classifica-se como conjunção subordinativa adverbial concessiva. Ou seja, uma introduz orações coordenadas e a outra introduz orações subordinadas. Logo, uma não pode ser substituída pela outra.
  2. “No ano passado, a produção industrial cresceu 6%, enquanto o emprego aumentou 2,2% e o total de horas pagas pela indústria aumentou 1,8%.”


    17. O termo “enquanto” (ℓ.1) pode, sem prejuízo para a correção gramatical e para as informações originais do período, ser substituído por qualquer um dos seguintes: ao passo que, na medida que, conquanto.
    17. ERRADO. O conectivo “enquanto” classifica-se como conjunção subordinativa temporal. Outros dois conectivos citados na questão expressam ideia diferentes: ao passo que (oposição) e conquanto (oposição, concessão). A expressão na medida que é inexistente. Portanto, não poderia haver permuta entre elas. Existe à medida que (proporção) e na medida em que (causa).
  3. “Sua sentença foi muito elogiada. Contudo, o governo estadual anunciou que irá recorrer ao Tribunal de Justiça, sob a alegação de que,se os estabelecimentos penais não puderem receber mais presos, os juízes das varas de execuções não poderão julgar réus acusados de crimes violentos, como homicídio, latrocínio, sequestro ou estupro.”


    18. Na linha 1, o emprego da conjunção “Contudo” estabelece uma relação de causa e efeito entre as orações.
    18. ERRADO. O conectivo “Contudo” não estabelece relação de causa eefeito, e sim de oposição entre uma oração e outra. Equivale às conjunções adversativas mas, todavia, no entanto, entretanto e não obstante.
  4. “Nunca se falou tanto sobre cidadania, em nossa sociedade, como nos últimos anos. Mas, afinal, o que é cidadania?”


    19. Em “como nos últimos anos” (ℓ.1-2), a palavra “como” tem valor conformativo.
    19. ERRADO. O valor semântico da conjunção “como” no contexto é de comparação, e não de conformidade. Uma das formas mais simples dese perceber isso é se notar que o mesmo verbo da oração principal muitas vezes fica subentendido na oração subordinada comparativa. Veja-se:“Nunca se falou tanto sobre cidadania, em nossa sociedade, como (se falou) nos últimos anos.”
  5. “A imagem da metrópole no século XX é a dos arranha-céus e das oportunidades de emprego, mas Planeta Favela leva o leitor para uma viagem ao redor do mundo pela realidade dos cenários de pobreza onde vive a maioria dos habitantes das megacidades do século XXI.”


    20. A conjunção “mas” (ℓ.2) possui valor semântico aditivo no contexto em que está inserida.
    20. ERRADO. O valor da conjunção “mas” contextualmente é o tradicional:adversidade, oposição. Nota-se que há uma contraposição entre“arranha-céus e oportunidades de emprego das metrópoles do séculoXX” e “pobreza das mega-cidades do século XXI”. O conectivo mas não teria valor adversativo, e sim aditivo, por exemplo, nas seguintes construções:“Corri bastante, mas alcancei o ônibus./ Estudei muito,mas obtive bons “resultados”. Observe-se que nesses exemplos o conectivo“mas” poderia ser substituído por e, sem prejuízo semântico ou sintático.
  6. “Este é o momento adequado do resgate do professor como sujeito histórico de transformação, porque se está atravessando uma conjuntura paradoxal: nunca se precisou e pediu tanto do professor e nunca se deu tão pouco a ele, do ponto de vista tanto da formação quanto da remuneração e das condições de trabalho.”


     21. Por ser empregada duas vezes no mesmo período, a palavra “nunca”(ℓ.3) pode ser substituída, nas duas ocorrências, pela conjunção nem,sem prejuízo para o sentido do texto.
    21. ERRADO. Pela simples leitura, pode-se perceber que a primeira ocorrênciado advérbio “nunca” não pode ser substituída pela conjunção aditiva“nem”. Isso ocorre porque “nunca” não tem nenhum valor semânticode adição, o que é o caso de nem. Simplesmente introduz uma ideia detempo à oração subsequente; já no segundo caso, à primeira vista pareceque a substituição pode ocorrer. Mas aqui há uma questão gramatical: no trecho “e nunca se deu tão pouco a ele” já existe o conectivo de adição“e”; logo, não faz sentido o emprego de dois conectivos que indiquem adição para introduzir a mesma oração.
  7. “Este é o momento adequado do resgate do professor como sujeito histórico de transformação, porque se está atravessando uma conjuntura paradoxal: nunca se precisou e pediu tanto do professor e nunca se deu tão pouco a ele, do ponto de vista tanto da formação quanto da remuneração e das condições de trabalho.”


     22. A combinação “tanto (...) quanto” (ℓ.4) pode ser substituída pela combinação não só (...) mas também, mantendo-se a ideia de adição de informações.
    22. CERTO. As expressões “tanto quanto” e “não só mas também” são locuções conjuntivas coordenativas aditivas e se equivalem semântica e sintaticamente.
  8. “Tivera uma peleteria numa cidade onde fazia um calor dos infernos quase o ano inteiro. Claro que foi à falência, mas suas freguesas nunca foram tão bonitas, embora tão poucas.”


     23. No trecho “mas suas freguesas nunca foram tão bonitas, embora tão poucas” (ℓ.2-3), as conjunções coordenativas “mas” e “embora” expressam valores adversativos.
    23. ERRADO. O conectivo “mas”, de fato, introduz ideia adversativa, ou seja, ideia de oposição. Já o conectivo “embora” introduz ideia de concessão– permissão, exceção, admissão de algo contrário. O erro da questão consiste em usar a palavra “adversativa” para as duas conjunções.
  9. BSB, 8/3/2009.
    Excelentíssima Senhorita:

    1. O abaixo-assinado, aluno compulsivo de cursos preparatórios para concursos públicos, dotado da esperança férrea de se tornar brevemente um eminente funcionário público, vem, mui respeitosamente, por meio desta informar a Vossa Senhoria que se inscreveu para o provimento de vaga no cargo de Analista de Trânsito do DETRAN/DF, e, por esse relevante motivo,suspende por tempo indeterminado o noivado que mantém com a Excelentíssima Senhorita, para se dedicar integralmente ao estudo das matérias constantes do respectivo edital.2. Aproveito o ensejo para manifestar-lhe também, outrossim, a intenção de retomar, tão logo seja aprovado, minhas funções de noivo junto a Vossa Excelentíssima, haja visto o grande amor que te devoto.3. Reitero protestos de estima e consideração.


    24. No segundo parágrafo, o advérbio “outrossim”, frequente em expedientes oficiais, está empregado de forma redundante por estar antecedido do advérbio “também”.
    24. CERTO. O vocábulo “Outrossim” é um advérbio de acréscimo e significa “igualmente”, “ademais”, “também”. Logo, já que significa “também”,o uso concomitante dessas duas expressões constitui uma redundância.
  10. “No que tange à pesquisa, vem sendo publicamente proposto que uma política de ciências, tecnologia e inovação em saúde deva ter como pressupostos essenciais a busca da equidade e a observância de rigorosos princípios bioéticos na pesquisa e na experimentação em geral. Também que essa política se estruture principalmente no
    compromisso do ganho social em todas suas vertentes – saúde, indústria,comércio e cultura científica –, na extensão do conhecimento ena abrangência de todos que se envolvem com a pesquisa em saúde.”


     25. O desenvolvimento da argumentação do texto permite subentender que a oração iniciada por “Também” (ℓ.5) dá continuidade à ideia do que “vem sendo publicamente proposto” (ℓ.1).
    25. CERTO. Observe-se que a expressão “vem sendo publicamente proposto”poderia ser inserida após “na experimentação em geral” (ℓ. 4-5), fazendo-se os devidos ajustes de pontuação e de iniciais maiúsculas. E o advérbio “também” (que expressa ideia de acréscimo) é corretamente empregado com essa finalidade.
  11. “A mídia confunde muito o direito do Cidadão com o direito do Consumidor, por isso questiono o aspecto ideológico dessa confusão.(...)“Um dos grandes problemas no Brasil, além da impunidade e da corrupção endêmicas, é a má distribuição de renda, situação em que muitos têm pouco e poucos têm muito.”


     26. Nas orações “A mídia confunde muito o direito do Cidadão com o direito do Consumidor” (ℓ.1-2) e “poucos têm muito” (ℓ.5), a palavra “muito”tem o mesmo valor adverbial.
    26. CERTO. (GABARITO OFICIAL). Discordamos do gabarito da banca.O vocábulo “muito” de fato tem valor adverbial em “A mídia confundemuito”. Entretanto em “poucos têm muito”, o vocábulo destacado nãotem valor adverbial: é um pronome indefinido substantivo, ou seja, aqueleque substitui genericamente um substantivo. Observe-se que se fizésse-mos tal vocábulo ser acompanhado, por exemplo, do vocábulo recursos,ele iria para o plural: muitos recursos.
  12. “É do direito de acesso que o povo brasileiro necessita e não de leis que garantam a uma minoria (elite brasileira) suas grandes e ricas propriedades.”


    27. Na oração “É do direito de acesso que o povo brasileiro necessita” (ℓ.1), a expressão “é(...) que” serve para enfatizar aquilo de que o povo brasileiro necessita.
    27. CERTO. A expressão “é que” contextualmente classifica-se como palavraexpletiva, ou seja, de realce. Observe-se que tal expressão poderia ser retira da sem prejuízo gramatical. O normal é que as duas palavras que formam essa expressão venham juntas, como em Eu é que não vou lá.Mas pode vir intercalada por outras palavras, como ocorre no texto.
  13. “Nessa acepção, razão e verdade deixam de ser valores absolutos para se transformarem em valores temporariamente válidos, de acordo como veredicto dos atores envolvidos na situação, os quais estabelecem consensualmente o processo pelo qual a verdade e a razão podem ser conquistadas em um contexto dado.”



     28. Mantêm-se a correção gramatical e as relações semânticas responsáveis pela coerência textual caso se desloque, na linha 4, o advérbio “consensualmente”para antes de “estabelecem”.
    28. CERTO. O deslocamento do advérbio de modo “consensualmente” paraantes da forma verbal “estabelecem” não causa prejuízo gramatical nemprejuízo para a coerência textual. Isso pode ser percebido pela simplesleitura e pelo conhecimento de que o advérbio é uma das classes que maistêm mobilidade dentro de uma oração. Entretanto, mesmo com tal facilidade de movimento, muitas vezes é o contexto que vai definir se haverá ou não alteração semântica.
  14. “Em virtude disso, dessa discussão sobre a filosofia e o social surgem dois momentos importantes: o primeiro é pensar uma comunidade autoreflexiva e confrontar-se, assim, com as novas formas de ideologia.Mas, por outro lado, a filosofia precisa da sensibilidade para5 o diferente, senão repetirá apenas as formas do idêntico e, assim,fechará as possibilidades do novo, do espontâneo e do autêntico na história.”


    29. A expressão “por outro lado” (ℓ.4) explicita a caracterização do segundo dos “dois momentos importantes” (ℓ.2).
    29. ERRADO. A expressão “Por outro lado” não explicita, não deixa claro o “segundo momento” esperado no texto. Essa expressão classifica-se como palavra denotativa de continuação e apenas introduz a citação do“segundo momento”. Veja-se que tal expressão, por si só, não é capaz de explicitar nada.
  15. “Cometi apenas um erro. Não soube ser feliz. Nunca: nem um só dia,nem sequer uma hora. A própria criação, um prazer para os poetas mais sensíveis, foi para mim sempre mais angustiante que redentora. A causa primeira do meu infortúnio, conheço-a agora. Tive sempre medo da vida.”


     30. Em “Cometi apenas um erro” (ℓ.1) e “Tive sempre medo da vida”(ℓ.4-5), a mudança na ordem dos termos adverbiais para Apenas cometi um erro e Sempre tive medo da vida mantém inalterado o sentido desses períodos no texto.
    30. ERRADO. Em “Cometi apenas um erro”, a anteposição do advérbio“apenas” para antes da forma verbal faz com que ele modifique toda a oração e passe a não mais expressar ideia de quantidade juntamente como numeral “um”. Já em “Tive sempre medo da vida” (ℓ.3), a mudança na ordem do termo adverbial Sempre tive medo da vida mantém inalterado o sentido da oração.

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