Regência Verbal e Nominal - CESPE

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Author:
neojr
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262383
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Regência Verbal e Nominal - CESPE
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2014-02-17 09:32:21
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Regência Verbal Nominal CESPE
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Regência Verbal e Nominal - CESPE
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  1. “A impiedosa lucidez com que eu agora pensava em meu pai encheu--me de horror – não podemos ver as pessoas que amamos como elas realmente são, impunemente.”


    1. No trecho “A impiedosa lucidez com que eu agora pensava em meu pai encheu-me de horror” (ℓ.1-2), o emprego da preposição “com” é facultativo.
    1. ERRADO. No trecho “A impiedosa lucidez com que eu agora pensava em meu pai encheu-me de horror”, a preposição “com” não é facultativa.A partícula “que” é um pronome relativo, que introduz uma oraçãosubordinada. Caso se reescrevesse essa oração com o termo que o pronome relativo substitui, ter-se-ia: Eu agora pensava em meu pai com a impiedosa lucidez. Sintaticamente, a expressão “a impiedosa lucidez”,na oração reescrita, exerce a função de adjunto adverbial de modo. Os adjuntos adverbiais formados por mais de uma palavra são, em regra,introduzidos por preposição. Como o pronome relativo “que” substitui um termo que exerceria a função de adjunto adverbial, deve ser precedido pela preposição que introduziria aquele termo.
  2. “Um homem do século XVI ou XVII ficaria espantado com as exigências de identidade civil a que nós nos submetemos com naturalidade”


    2. O emprego da preposição antes do pronome, em “a que” (ℓ.2), atende à regra gramatical que exige a preposição a regendo um dos complementos do verbo submeter.
    2. CERTO. No trecho “(...) as exigências de identidade civil a que nós nos submetemos com naturalidade”, o pronome relativo “que” substitui o termo “exigências de identidade civil, que, numa oração reescrita,funcionaria como objeto indireto (termo preposicionado). Veja-se: Nós nos submetemos às exigências de identidade civil. O pronome relativo exerce a função sintática que o termo substituído exerceria se ali estivesse.Logo, a preposição é uma exigência da forma verbal “submetemos”– que exige um complemento preposicionado.
  3. “Por isso, temos de conscientizar-nos de que a superação de conflitos éticos é dinâmica e envolve uma ampla interação de necessidades,obrigações e interesses dos vários envolvidos: o governo, por ser o agente protetor, regulador, financiador e comprador maior; a indústria e os fornecedores, que exercem grande pressão inflacionária para a incorporação de seus produtos ou bens; as instituições e os profissionais de saúde, que pressionam pela atualização da sua capacidade instalada, variedade de oferta de serviços e atualização tecnocientífica.”


     4. Na linha 1, a preposição em “de que” é exigida pelo verbo “conscientizar--nos”, por isso sua retirada do texto provocaria erro gramatical.
    • 4. CERTO. A forma verbal “conscientizar” classifica-se, contextualmente,como VTDI: exige um objeto direto e outro indireto. O Objeto direto é representado no trecho pelo pronome “nos”; o indireto, pela oração “de que a superação de conflitos éticos é dinâmica...”. Nesse período, a preposição não é facultativa, pois sua retirada poderia permitir a interpretação de que o pronome “nos” funcionaria como objeto, ou que poderia haver dois objetos diretos para o mesmo verbo indireto – o que configuraria erro. Veja-se claramente a explicação para o uso opcional da preposição com a conjunção integrante que:
    •   Quando o complemento de um nome ou de um verbo é uma oração subordinada substantiva introduzida pela conjunção integrante que, ouso da preposição é facultativo, desde que isso não entre em conflito com outras regras ou não cause ambiguidade. Veja-se:
    • • Estou certo de que... ou Estou certo que...
    • • Preciso de que você me ajude ou Preciso que você me ajude. Observe--se que não houve ambiguidade nem conflito com outras regras.
    • • O policial avisou o pedestre de que a via estava interditada. Observe--se que aqui não seria permitida a retirada da preposição. O verbo avisar, contextualmente, é VTDI. Exige, portanto, objeto direto e objeto indireto. Neste último exemplo, se for retirada a preposição,ocorrerá um erro gramatical, já que restarão dois objetos diretos.
  4. “A cultura refinada nunca foi para muita gente. A cultura mais sofisticada e profunda sempre foi um fenômeno restrito em que as barreiras de acesso sempre foram enormes.”



    5. A organização dos argumentos no texto mostra que o pronome relativo“que” (ℓ.3) é obrigatoriamente regido pela preposição “em”, pois a preposição tem a função semântica de atribuir valor locativo ao termo,localizando “as barreiras de acesso” (ℓ.3) no “fenômeno restrito” (ℓ.2).
    5. CERTO. No trecho “sempre foi um fenômeno restrito em que as barreiras de acesso sempre foram enormes”, o termo destacado é um pronome relativo. Esse termo introduz uma oração subordinada adjetiva e,no contexto, substitui o termo “um fenômeno restrito”. Se a oração fosse reescrita, substituindo-se o pronome relativo por seu antecedente, ter-se--ia: As barreiras de acesso sempre foram enormes nesse fenômeno restrito. Como afirma a questão, o termo “fenômeno restrito” tem valorlocativo – adjunto adverbial de lugar. Os adjuntos adverbiais formados por mais de uma palavra são, em regra, introduzidos por preposição. Como o pronome relativo “que” substitui um termo que exerceria a função de adjunto adverbial, deve ser precedido pela preposição que introduziria aquele termo. Logo, a questão está correta.
  5. “Em relação à etapa de verificação, constatou-se que todas as recomendações propostas, decorrentes da análise do relatório que marcou o início do processo de acompanhamento, foram incorporadas integralmente no relatório final de acompanhamento.”



    6. Em “No relatório” (ℓ.3), o emprego da preposição em está de acordo coma prescrição gramatical, que estabelece para o uso formal da linguagem uma única regência para o termo “incorporado”.
    6. ERRADO. O pronome relativo “que” pode, contextualmente, ser regido pelas preposições em ou a. O verbo incorporar não tem apenas uma regência: pode ser incorporar algo em algo ou incorporar algo a algo. A questão está incorreta por afirmar que no uso formal da linguagem há uma única regência para o termo “incorporado”.
  6. “... para clientes de planos de saúde e para empregados de empresas; o gerente de diversidade, que, em um setor de recursos humanos, é quem tem uma visão mais panorâmica do quadro de empregados, diagnosticando profissionais que faltam às empresas; e o farmacoeconomista, cuja função é analisar a viabilidade econômica de um remédio, incluindo-se a demanda existente e a relação custo-benefício.”



     7. No trecho “diagnosticando profissionais que faltam às empresas” (ℓ.4), o verbo sublinhado rege dois complementos: um direto, representado pelo termo “profissionais”, e outro indireto, representado por “às empresas”.
    7. ERRADO. A questão afirma que a forma verbal “faltam” rege dois complementos,o que não procede. Há apenas um complemento: “às empresas”(objeto indireto). O termo “profissionais” – indicado como objeto direto – funcionaria, na verdade, como sujeito, substituído pelo pronome relativo “que”. Veja-se a oração subordinada reescrita: Profissionais faltam às empresas.
  7. “Fazer ciência implica descobrir, inventar e produzir coisas novas. Antes de o capitalismo se estabelecer como sistema socioeconômico dominante, fazer ciência era uma atividade individual e privada.”



    8. Na linha 2, segundo as regras da norma culta da língua portuguesa, a preposição “de” não sofre contração com o artigo de “o capitalismo” porque este termo desempenha a função de sujeito da oração subordinada.
    8. CERTO. No trecho “Antes de o capitalismo se estabelecer”, o termo destacado funciona como sujeito do verbo posterior, e ambos fazem parte de uma oração subordinada reduzida de infinitivo. A regra diz que não se pode contrair a preposição com o determinante (artigo ou pronome) do núcleo do sujeito de um verbo no infinitivo (que fará parte de uma oração subordinada). Logo, a questão está correta.
  8. “No entanto,observa-se que uma das dificuldades da vida social é a aceitação da diferença.”



    9. O respeito às regras da norma culta, requisito da redação de documentos oficiais, exigiria que a contração em “das dificuldades” (ℓ.1) fosse desfeita, grafando-se de as dificuldades, se o período em que ocorre esse termo constasse de um texto oficial.
    9. ERRADO. No trecho “uma das dificuldades da vida social é a aceitação da diferença...”, o termo destacado exerce a função de sujeito da forma verbal “é”. A questão afirma que deveria haver a separação da contração“das”, grafando-se de as. Isso não procede. A regra diz que não se pode contrair a preposição com o determinante (artigo ou pronome) do núcleo do sujeito de um verbo no infinitivo (que fará parte de uma oração subordinada).Observe-se que o núcleo do sujeito não está preposicionado: o vocábulo “uma”; em segundo lugar, tal termo não funciona como sujeito de infinitivo. Logo, a questão está incorreta.
  9. “— Temos coisa melhor do que esses tratados, interrompia Stroibus.Trago uma doutrina, que, em pouco, vai dominar o universo; cuido nada menos que em reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos e as virtudes.”



    10. O trecho “Temos coisa melhor do que esses tratados” (ℓ.1) admite, sempre juízo para a correção gramatical e o sentido original do texto, a seguinte reescrita: Temos coisa melhor que esses tratados.
    10. CERTO. A regra diz que em estruturas comparativas tanto faz usar a conjunção “que” ou a locução conjuntiva “do que”. Portanto, o item está correto.
  10. “Agora, a onda são os produtos com novas funcionalidades para atender a novas necessidades do consumidor.”


     11. A omissão da preposição “a”, em “atender a novas necessidades do consumidor”(ℓ.2), não prejudica a correção gramatical nem o sentido original do texto.
    11. CERTO. A gramática diz que o verbo atender admite duas regências,sem alteração semântica: VTD ou VTI. No texto, está empregado como VTI, com a preposição “a”. Se for retirada tal preposição, não haverá prejuízo gramatical nem semântico, uma vez que o verbo passará a ser classificado como VTD.
  11. “O conhecimento e a aprendizagem sobre a escala local proporcionados pelas informações estatísticas vêm responder às exigências imediatas de compreensão da heterogeneidade estrutural no Brasil,...”



    12. Mantém a correção gramatical do texto a seguinte reescrita do trecho“responder às exigências imediatas” (ℓ.2-3): responder a exigências imediatas.
    12. CERTO. A forma verbal responder normalmente se classifica comoVTDI. Contextualmente, porém, é VTI – exige apenas um objeto indireto(responder a algo). A questão afirma que a substituição do termo destacado em “responder às exigências imediatas de compreensão da heterogeneidade estrutural” por a exigências não causaria erro gramatical– o que procede. Note-se que o autor não retirou a preposição “a” exigidapelo verbo. Retirou apenas o artigo “as” que determina o substantivo“respostas”. Logo, não houve prejuízo gramatical, já que o artigo não éobrigatório. Se a questão perguntasse, porém, se haveria alteração semântica,a resposta seria afirmativa. O artigo confere um caráter semântico de especificação, delimitação; já sua ausência dá ao substantivo um caráter genérico, indefinido.
  12. “Até hoje respondíamos à questão QUANDO COMEÇA A VIDA? das mais diversas maneiras, com a despreocupação dos inconsequentes.”



    13. Na linha 1, a presença do sinal indicativo de crase em “à questão” indica que o verbo responder, como está empregado no texto, exige o uso de ao, se, mantida a coerência textual, o vocábulo “questão” for substituído por questionamento.
    13. CERTO. A forma verbal responder normalmente se classifica como VTDI. Contextualmente, porém, é VTI – exige apenas um objeto indireto(responder a algo). A questão afirma que a substituição do termo destacado em “respondíamos à questão QUANDO COMEÇA A VIDA?” por questionamento, exigiria o uso da contração ao, para se preservar a correção gramatical e a coerência textual. Isso é correto. Observe que, neste caso, não poderíamos abrir mão do artigo o, uma vez que não há como generalizar ou deixar indefinido o questionamento. Observe-se que “a questão” já está delimitada, definida: “QUANDO COMEÇA A VIDA?”.
  13. 14. O verbo chamar, no sentido de convocar, mandar vir, rege complemento sem proposição. Assinale a opção que apresenta um exemplo desse sentido e dessa regência do verbo chamar.
    a. O telefone chamava insistentemente.
    b. O ímã chama o ferro.
    c. O diretor chamou para si toda a responsabilidade.
    d. Vá chamá-los para o jantar.
    e. Chamava pelo amigo de infância.
    • 14. ALTERNATIVA D.
    • A única oração em que o verbo “chamar” pede complemento sem preposição e tem o sentido de convocar, mandar vir é “Vamos chamá-los para o jantar.” Observe que o termo “para o jantar”não é exigido pelo verbo. É apenas um acréscimo, um adjunto adverbial de finalidade. O complemento de tal verbo é o pronome oblíquo –lo. Na oração “O ímã chama o ferro”, temos a mesma regência, porém o sentido é outro: atrair.
  14. 15. Assinale a opção em que a regência verbal da frase apresentada está em desacordo com os padrões gramaticais.
    a. Assistiu o espetáculo pelo telão, pois estava longe do palco.
    b. O fã, extasiado, assistiu ao desfile de carnaval.
    c. Rápido, o corpo de bombeiros assistiu o acidentado.
    d. Piamente, acreditava em todos.
    • 15. ALTERNATIVA A.
    • A oração que está em desacordo com a prescrição gramatical é “Assistiu o espetáculo pelo telão...”. A regra diz que o verbo assistir, no sentido de ver, presenciar, é transitivo indireto e exige a preposição a. Portanto, o termo “espetáculo” deveria estar antecedido por essa preposição.
  15. “Tais dinâmicas não se reportam apenas ao caráter negativo do poder,de opressão, punição ou repressão, mas também ao seu caráter positivo,de disciplinar, controlar, adestrar, aprimorar.”



    16. O uso da preposição em “ao caráter” (ℓ.1) deve-se às exigências sintáticas do verbo reportar, na acepção usada no texto.
    16. CERTO. O verbo reportar-se, assim como referir-se, é transitivo indireto e exige complemento antecedido pela preposição a. No trecho “Tais dinâmicas não se reportam apenas ao caráter negativo do poder”,o termo destacado obrigatoriamente vem regido, obrigatoriamente, por preposição, para atender à exigência do verbo.
  16. “Esse conceito pressupõe que todos sejam forçados a viver em casas idênticas, ganhar os mesmos salários, comer as mesmas comidas e acreditar nos mesmos valores?”



    17. O desenvolvimento da argumentação permite a inserção da preposição a imediatamente antes de “ganhar” (ℓ.2), de “comer” (ℓ.2) e de “acreditar”(ℓ.3), sem se prejudicar a correção gramatical do texto.
    17. CERTO. Observe-se que no trecho “Esse conceito pressupõe que todos sejam forçados a viver em casas idênticas, ganhar os mesmos salários,comer as mesmas comidas e acreditar nos mesmos valores?” há uma cadeia de elementos que funcionam como complementos da locução verbal“sejam forçados”. Quem é forçado, é forçado a... O autor poderia ter usado a preposição “a” antes de cada verbo destacado em negrito, uma vez que fazem parte da enumeração; porém optou pela elipse, como uma estratégia argumentativa e estilística que evita a repetição. Vale salientar que repetição não é erro gramatical. Em alguns casos, pode ser uma falha de estilo, mas não incorreção gramatical.
  17. “A crise, que tem levado muitos negócios à bancarrota, provocou efeito oposto para o McDonald’s, a maior rede de fast-food do mundo. Números recentes, relativos ao primeiro trimestre deste ano,mostram que as vendas já aumentaram quase 5% nos Estados Unidos5 da América (EUA), onde mais de um terço das 31.000 lojas da redeestão localizadas. Esse ritmo de crescimento é 60% mais veloz que o registrado no mesmo período de 2008, justamente antes da crise.”



    18. As formas verbais “provocou” (ℓ.1) e “é” (ℓ.6) são verbos de ligação.
    18. ERRADO. Apenas a forma verbal “é” é verbo de ligação. O verbo “provocou”classifica-se, no contexto, como transitivo direto e indireto, uma vez que exige o complemento direto “efeito oposto” e o indireto “para o McDonald’s”.
  18. 19. Acerca da sintaxe do trecho “Os números são semelhantes aos relacionados aos furtos, roubos e ameaças”, pode-se afirmar que o vocábulo “são”está empregado como verbo de ligação.
    19. CERTO. No trecho “Os números são semelhantes...”, o verbo ser é classificado como de ligação, uma vez que liga o sujeito (os números) ao predicativo do sujeito (semelhantes). São exemplos de verbos de ligação que gramaticalmente poderiam substituir a forma verbal “são”: parecem, continuam,tornam-se, permanecem, estão.
  19. “A objetividade, portanto, não existe, apenas seu efeito, que é criado por meio de mecanismos linguísticos que dão outros ecos e valores significativos à mensagem.”



    20. Preservando-se a correção gramatical e a coerência argumentativa do parágrafo, a função que a expressão “mecanismos linguísticos” (ℓ.2) exerce no texto poderia ser marcada apenas pela preposição “por”, sem necessidade de se recorrer ao emprego de “por meio de” (ℓ.2).
    20. CERTO. A expressão “por meio de” é uma locução prepositiva que geralmente introduz adjuntos adverbiais de modo. No contexto, ela poderia ser substituída apenas pela preposição por sem prejuízo gramatical nem semântico, uma vez que o termo “mecanismos linguísticos” expressa ideia de modo e admite tal preposição. Veja-se a oração reescrita: “(...)que é criado por mecanismos linguísticos...”.
  20. “Existem dúvidas se é possível, democraticamente, um controle social e ético sobre os conhecimentos científicos e os avanços tecnológico sem geral. Discute-se também se, do ponto de vista do direito,as questões éticas devem ser objeto de leis ou de normas, ou de ambas. Assim como se indaga muito se a sociedade não estaria exercendo um controle social e ético sobre as tecnociências mediante normas (códigos de ética) em detrimento dos poderes legalmente constituídos nos estados democráticos, menosprezando as leis e superestimando os códigos de ética.”



    21. A inserção da preposição sobre antes da oração condicional iniciada por“se é possível” (ℓ.1) manteria a coerência da argumentação do texto, bem como respeitaria as regras gramaticais.
    21. CERTO. O substantivo “dúvidas” admite tanto a preposição de quanto a preposição sobre. Observe-se que o termo introduzido por essas preposições funcionaria sintaticamente como complemento nominal.
  21. “Tendo como principal propósito a interligação das distantes e isoladas províncias com vistas à constituição de uma nação-Estado verdadeiramente unificada, esses pioneiros da promoção dos transportes no país explicitavam firmemente a sua crença de que o crescimento era enormemente inibido pela ausência de um sistema nacional de comunicações e de que o desenvolvimento dos transportes constituía um fator crucial para o alargamento da base econômica do país.”



    22. A preposição em “de que o desenvolvimento” (ℓ.6) é exigida pela regência da palavra “crença” (ℓ.4).
    22. CERTO. Observem-se os termos destacados no texto: “esses pioneiros da promoção dos transportes no país explicitavam firmemente a sua crença de que o crescimento era enormemente inibido pela ausência de um sistema nacional de comunicações e de que o desenvolvimento dos transportes constituía um fator crucial”. O substantivo “crença”exige complemento preposicionado (complemento nominal), regido pelaspreposições em ou de. As duas orações introduzidas por “de que”(preposição + conjunção integrante) classificam-se como subordinadas substantivas completivas nominais. Note-se, também, que imediatamente antes da segunda ocorrência da expressão “de que” há uma conjunção aditiva “e”. Essa conjunção está ligando os dois complementos do substantivo “crença”.
  22. “A informação atualizada é ferramenta essencial para a formulação e a implementação de políticas públicas, especialmente em áreas em que a prestação de serviços é descentralizada, como é o caso da assistência social.”



    23. O trecho “para a formulação e a implementação de políticas públicas”(ℓ.1-2) complementa o sentido do adjetivo “essencial” (ℓ.1).
    23. CERTO. O adjetivo “essencial”, contextualmente, exige complemento preposicionado (complemento nominal), introduzido pelas conjunções“para” ou “a”.
  23. “Muitas coisas nos diferenciam dos outros animais, mas nada é mais marcante do que a nossa capacidade de trabalhar, de transformar o mundo segundo nossa qualificação, nossa energia, nossa imaginação”.



    24. A retirada da preposição em “de transformar” (ℓ.2) violaria as regras de gramática da língua portuguesa, já que essa expressão complementa “capacidade”(ℓ.2).
    24. ERRADO. O substantivo “capacidade” é regido pela preposição de (quem tem capacidade, tem capacidade de). Porém, se houver mais de um termo a ser regido pelo substantivo, pode-se usar um recurso estilístico chamado elipse preposicional. Nesse caso, o primeiro termo regido, “de trabalhar”, vem preposicionado, e os demais podem vir sem a preposição – preposição implícita. Portanto, a retirada da preposição em “de transformar” não violaria as regras da gramática.
  24. “Dada a inexistência de encanamento para fazer a drenagem, tornava--se impossível a distribuição de água nas casas.”



    25. O segmento “Dada a inexistência de encanamento” (ℓ.1) poderia ser corretamente reescrito da seguinte forma: Devido inexistência de encanamento.
    25. ERRADO. Na expressão Devido inexistência de encanamento faltariaa preposição a. Observe-se que contextualmente “Dada” é um verbo que introduz uma oração subordinada reduzida de particípio. Já “Devido”,não teria essa função, já que faz parte da locução prepositiva devido a. A oração reescrita estaria gramaticalmente correta da seguinte forma: Devido à inexistência de encanamento.
  25. “Todo indivíduo tem direito à proteção de sua liberdade, de sua integridade física e de outros bens que são necessários para que uma pessoa não seja rebaixada de sua natureza humana.”


    26. Na linhas 1 e 2, a repetição da preposição “de” antes de “sua liberdade”,“sua integridade” e “outros bens” indica que se trata de três expressões que complementam “proteção”, e não “direito”.
    26. CERTO. No contexto, há uma enumeração de termos introduzidos pela preposição “de” que funcionam como complementos nominais do substantivo “proteção”, e não de “direito”. Observe-se que “direito”,contextualmente, exige complemento precedido da preposição “a”:quem tem direito, tem direito a. No caso, “proteção” é complemento de “direito”.
  26. “O fato é que, desde os seus primórdios, as coletividades humanas não apenas pactuaram normas de convivência social, mas também foram corporificando um conjunto de conceitos e princípios orientadores da conduta no que tange ao campo ético-moral.”



    27. Na linha 4, a preposição a, que compõe o termo “ao campo ético-moral”,é exigida pelo substantivo “conduta”.
    27. ERRADO. No trecho “orientadores da conduta no que tange ao campo ético-moral” , observa-se que o termo destacado é complemento da forma verbal “tange” – que significa referir-se – e não do substantivo “conduta”.
  27. “Com um visual colorido e irreverente, os vinte cartazes buscam propagar a ideia de que é possível tomar medidas que diminuam as chances de contrair câncer e de que a detecção precoce da doença amplia significativamente as chances de cura.”



    28. As duas ocorrências da preposição “de” em “de que” (ℓ.2-3) mostram o início de orações que complementam o termo “ideia” (ℓ.2).
    28. CERTO. O substantivo “ideia” exige, no contexto, complemento preposicionado (complemento nominal), regido pela preposição de. As duas orações introduzidas por “de que” (preposição + conjunção integrante)classificam-se como subordinadas substantivas completivas nominais.Note-se, também, que imediatamente antes da segunda ocorrência da expressão “de que” há uma conjunção aditiva “e”. Essa conjunção está ligando os dois complementos do substantivo “ideia”.
  28. “O mercado cria inevitavelmente a ideia de que o lucro de um pode ser o prejuízo do outro e que cada um deve defender os próprios interesses.”



    29. Alteram-se as relações semânticas entre os termos da oração e desrespeitam-se as regras gramaticais de regência ao se inserir a preposição “de”antes de “que cada um” (ℓ.2), escrevendo-se e de que cada um.
    29. ERRADO. A inserção da preposição não causa alteração nas relações semânticas entre os termos da oração nem desrespeito às regras gramaticais de regência do período. Observe-se que, assim como na questão anterior,o substantivo ideia exige complemento nominal. E são duas as orações que exercem essa função: “a ideia de que o lucro de um pode ser o prejuízo do outro e que cada um deve defender os próprios interesses”. O autor fez uma opção estilística de suprimir a preposição que precederia o conectivo oracional da segunda oração, evitando, assim, uma repetição desnecessária. Entretanto, como já se viu anteriormente, repetição não é erro. Logo, poder-se-ia proceder à inserção do conectivo “de” sem prejuízo gramatical ou semântico.
  29. “Ouvinte atenta dos relatos dos trabalhadores sobre ameaças sofridas por parte de fazendeiros e sobre a situação degradante de sobrevivência a que são submetidos, a entidade apura os fatos e leva as denúncias aos órgãos competentes do Estado para a adoção de medidas.”



    30. A presença de preposição em “aos órgãos competentes” (ℓ.4) justifica-se pela regência de “denúncias” (ℓ.3).
    30. ERRADO. No trecho “a entidade apura os fatos e leva as denúncias aos órgãos competentes do Estado para a adoção de medidas”, o termo destacado é complemento da forma verbal “leva”, que exige, no contexto,dois complementos: quem leva, leva algo (objeto direto) a alguém (objeto indireto).
  30. 3. Ambas as construções serão tidas como corretas, se figurarem em um expediente oficial:
    1. Esses são os recursos de que o Estado dispõe.
    2. O Governo insiste que a negociação é importante.
    • 3. CERTO. Ambas as construções são gramaticalmente corretas. Em “Esses são os recursos de que o Estado dispõe”, a preposição que antecede o pronome relativo “que” deve-se à regência do verbo dispor, no sentido em que é empregado no texto: quem dispõe, dispõe de algo.
    • Na oração 2 – O Governo insiste que a negociação é importante – , a forma verbal“insiste” exige um complemento preposicionado; entretanto, observa-seque toda a oração introduzida pela conjunção integrante “que” funciona como complemento de tal verbo. A regra diz que se uma oração for introduzida por essa conjunção e funcionar como complemento indireto ou complemento nominal, a preposição se torna facultativa – desde que não haja ambiguidade. Portanto, as duas orações estão corretas.

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