Crase - CESPE

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Author:
neojr
ID:
262390
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Crase - CESPE
Updated:
2014-02-17 10:02:51
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Crase CESPE
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Crase - CESPE
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  1. “Evidentemente, isso leva a perceber que há um conflito entre a autonomia da vontade do agente ético (a decisão emana apenas do interior do sujeito) e a heteronomia dos valores morais de sua sociedade (os valores são dados externos ao sujeito).”



    1. É pela acepção do verbo levar, em “leva a perceber” (ℓ.1), que se justifica o emprego da preposição “a” nesse trecho, de tal modo que, se for empregado o substantivo correspondente a “perceber”, percepção, a preposição continuará presente e será correto o emprego da crase: à percepção.
    1. CERTO. No trecho “Evidentemente, isso leva a perceber que há um conflito entre a autonomia da vontade do agente”, a forma verbal destacada é, contextualmente, transitiva indireta: exige um complemento antecedido pela preposição a. Não há crase, porque o complemento é um verbo.Porém, se esse verbo for substituído pelo substantivo percepção, deverá ser empregado o sinal indicativo de crase, uma vez que ocorrerá a fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a” – que antecederá“percepção”.
  2. “Mais preocupante, no entanto, é a situação criada pelo relator da ONU para o direito à alimentação, Jean Ziegler, que classificou os biocombustíveis como “um crime contra a humanidade”, garantindo que o mundo teria milhões e milhões de novos famintos pela escalada nos preços dos alimentos que seriam usados para fazer funcionar os motores dos automóveis do mundo rico.”



    2. Em “direito à alimentação” (ℓ.2), o uso de sinal indicativo de crase é um recurso imprescindível para a compreensão do texto.
    2. ERRADO. Observe-se que a retirada do sinal indicativo de crase em “direito à alimentação” não compromete a compreensão do texto. Note-se,também, que não haveria prejuízo gramatical, uma vez que o substantivo“ alimentação” não tem seu sentido restringido por nenhuma adjetivação.
  3. “Como nada ainda deu certo no planeta, a internacionalização só será aceitável quando se cumprirem duas premissas.”



    3. Mantêm-se a coerência de ideias e a correção gramatical do texto ao se empregar o sinal indicativo de crase no “a”, em “a internacionalização”(ℓ.1), situação em que esse termo seria empregado como objeto direto preposicionado.
    3. ERRADO. No trecho “Como nada ainda deu certo no planeta, a internacionalização só será aceitável quando se cumprirem duas premissas”,o termo destacado funciona como sujeito. Como o sujeito não pode ser preposicionado, não pode ocorrer crase. Ao contrário do que afirma a questão, caso inseríssemos o sinal indicativo de crase, o termo não passaria a funcionar como objeto direto preposicionado. Haveria, sim, um truncamento sintático, que prejudicaria totalmente a compreensão do texto.
  4. “Pode-se dizer, no que concerne à complexidade, que há um pólo empírico e um pólo lógico e que a complexidade aparece quando há simultaneamente dificuldades empíricas e dificuldades lógicas.”



    4. A retirada do sinal indicativo de crase em “no que concerne à complexidade”(ℓ.1) altera as relações de sentido entre os termos, mas preserva sua correção gramatical.
    4. ERRADO. (GABARITO OFICIAL). Apesar de esse ser o gabarito divulgado,discordamos da resposta da banca. A nosso ver, a questão está certa. No trecho “ (...) no que concerne à complexidade”, a retirada do acento grave não provocaria nenhum erro gramatical, mas alteraria o sentido do texto. A gramática diz que a ausência de artigo ou outro determinante confere ao substantivo um caráter genérico, indefinido. Se há craseno contexto, há artigo. Logo, a retirada do acento indicativo de crase provoca a retirada do artigo, já que a preposição não pode ser retirada por ser uma exigência da forma verbal “concerne”. Logo, se se retira o artigo,modifica-se também o sentido, apesar de não haver erro gramatical.
  5. “Não é o tamanho, em termos de número de habitantes ou da área espacial ocupada, que conta; conta sua funcionalidade em termos das manipulações financeiras, que caracterizam a era da globalização.”



    5. Atenderia à prescrição gramatical a alteração do segmento “em termos das manipulações financeiras” (ℓ.2-3) para relativamente as manipulações financeiras.
    5. ERRADO. A substituição do trecho destacado em “Não é o tamanho, em termos de número de habitantes ou da área espacial ocupada, que conta;conta sua funcionalidade em termos das manipulações financeiras”por relativamente as manipulações financeiras não provoca alteração semântica, mas provoca prejuízo gramatical, uma vez que faltaria o acento indicativo de crase. Observe-se que o advérbio “relativamente” exige a preposição “a” e que “manipulações financeiras” está antecedido pelo artigo definido “as”. Logo, deveria ocorrer a fusão entre essas duas partículas, marcada pelo acento grave.
  6. “o nacional-desenvolvimentismo e sua carga política e ideológica cederam à vontade de abrir a economia e o mercado, de forma irracional e reativa, à onda de globalização e de neoliberalismo que penetrava o país vinda de fora. Ao substituí-lo na presidência, Itamar Franco recuou momentaneamente aos parâmetros anteriores do Estado desenvolvimentista, sem, contudo, bloquear a consciência da necessidade de se prosseguir com as adaptações aos novos tempos.”



    6. O emprego do sinal indicativo de crase em “à onda” (ℓ.3) justifica-se pela regência de “abrir” (ℓ.2) e pela presença de artigo definido feminino singular.
    6. CERTO. Observe-se que, no trecho “(...) abrir a economia e o mercado,de forma irracional e reativa, à onda de globalização e de neoliberalismo...”,a forma verbal destacada exige dois complementos: quem abre,abre algo para alguém. O termo “a economia e o mercado” funcionam como objeto direto do verbo “abrir” e “à onda de globalização e de neoliberalismo”funciona como objeto indireto do mesmo verbo. Portanto, o verbo “abrir” exige preposição “a” e o substantivo “onda” vem antecedido pelo artigo “a”, o que leva à fusão de tais partículas e ao consequente uso do sinal indicativo de crase.
  7. “Pode-se dar a entender que se viajou, que se conhecem línguas. Uma palavra estrangeira em uma placa ou em uma propaganda pode indicar desejo de ver-se associado a outra cultura e a outro país, por seu prestígio”




    7. Pelo fato de “associado” (ℓ.3) exigir que seu complemento seja regido pela preposição a, pode ser empregado o sinal indicativo de crase em “a outra cultura”.
    7. ERRADO. De fato, o termo “associado” exige a preposição “a”, no trecho“(...) desejo de ver-se associado a outra cultura e a outro país, por seu prestígio”. Entretanto, observe-se que os termos destacados formam um paralelismo sintático (semelhança formal entre os elementos de uma enumeração) com ideia indefinida, genérica. O vocábulo “outra” é, contextualmente,um pronome indefinido. Não existe crase antes de pronomes indefinidos, porque tais pronomes não podem ser antecedidos por artigo. A partícula “a” presente nesse trecho classifica-se apenas como preposição.
  8. “Assim como o banco em que trabalha, Hugo se tornou mais ligado às questões ambientais com o passar dos anos.”



    8. A substituição da expressão “questões ambientais” (ℓ.2) por sinônimos textuais, como, por exemplo, temas ambientais ou problemas ambientais,preserva a coerência da argumentação e a correção gramatical do texto.
    8. ERRADO. Para que a substituição mantivesse a correção gramatical, seria necessário se retirar a contração “às “ e inserir “a” ou “aos”, uma vez que “temas” e “problemas” são palavras masculinas.
  9. “E é apostando nessa segunda opção que os verdadeiros democratas insistem em proporcionar informações a todas as pessoas.”



    9. No termo “a todas as pessoas” (ℓ.2), ao se eliminar o pronome “todas”,é necessário eliminar a preposição “a” e colocar sinal indicativo de crase em “as pessoas”.
    9. CERTO. No trecho “insistem em proporcionar informações a todas as pessoas”, o verbo destacado exige a preposição “a”. Caso se retire, como propõe a questão, o pronome indefinido “todas”, haverá a fusão entre a preposição “a” e o artigo “as”, marcada pelo sinal indicativo de crase.
  10. “O reconhecimento do programa brasileiro significa que as nossas florestas atendem às práticas internacionais de manejo sustentável, são socialmente justas, economicamente viáveis e ambientalmente corretas, o que facilita o aumento das exportações das empresas brasileiras, devido à queda de barreiras técnicas.”



     10. A substituição de “às práticas” (ℓ.2) por a práticas prejudica a correção gramatical do período.
    10. ERRADO. Não haveria prejuízo gramatical, e sim alteração semântica. Observe-se que a substituição de “às” (preposição + artigo) por a (preposição) não provoca erro de regência. A ausência de artigo apenas confere ao substantivo “práticas” um sentido genérico, indefinido.
  11. 11. Assinale a opção em que a frase apresenta o emprego correto do acento grave indicativo de crase.
    a. Isto não interessa à ninguém.
    b. Não costumamos comprar roupas à prazo.
    c. O estudante se dirigiu à diretoria da escola.
    d. Caminhamos devagar até à entrada do estabelecimento.
    e. Essa é a instituição à que nos referimos na conversa com o presidente.
    11. ALTERNATIVAS C e D (questão anulada). Em “O estudante se dirigiu à diretoria da escola”, a forma verbal “dirigiu-se” exige a preposição “a”e o substantivo “diretoria” admite o artigo “a”. Logo, ocorre a crase. Na alternativa A, o erro consiste no uso de crase antes de pronomes indefinidos;na alternativa B, foi empregada a crase antes de palavras masculinas; na alternativa D, a crase não está incorreta, já que a gramática afirma ser facultativo o uso de crase após a preposição até; na alternativa E, a partícula“a” que antecede o pronome relativo “que” é apenas uma preposição,exigida pela regência de “nos referimos”.
  12. “... Mudado seu modo de pensar, o pesquisador já não concebe aquele tema da mesma forma e, assim, já não é capaz de estabelecer uma relação exatamente igual à do experimento original.”



    12. Em “à do experimento” (ℓ.3), o sinal indicativo de crase está empregado de forma semelhante ao emprego desse sinal em expressões como à moda, às vezes, em que o uso do sinal é fixo.
    12. ERRADO. O uso do acento indicativo de crase em “não é capaz de estabelecer uma relação exatamente igual à do experimento original” não se assemelha ao uso em “à moda”, “às vezes”. Trata-se da fusão da preposição exigida pelo adjetivo “igual” com o pronome demonstrativo “a”, que substitui o antecedente “relação”.
  13. “... verdades falsas que, quando se disseminam dentro de um grupo ou comunidade, tendem a hostilizar formas de pensamento e de comportamento que, de alguma forma, não se conformam àquela“verdade”.



    13. Na linha 3, justifica-se o sinal indicativo de crase em “àquela” pela exigência de iniciar o complemento de “se conformam” com a preposição a.
    13. CERTO. A forma verbal “se conformam”, na acepção utilizada no contexto (tomar a forma de, adaptar-se a), exige a preposição “a”. A crase, nesse caso, ocorre entre tal preposição e o “a” inicial do pronome demonstrativo“aquela”.
  14. “No início, Michael não gostava de treinar, mas aos poucos as coisas começaram a mudar. Aos 11 anos, ele resolveu parar de tomar pílulas para controlar a hiperatividade.”




     14. Se a locução “aos poucos” (ℓ.1) fosse trocada por uma outra com palavra feminina, o emprego da crase seria obrigatório, como em às pressas as coisas começaram a mudar.
    14. CERTO. A gramática afirma ser obrigatório o sinal indicativo de crase nas locuções adjetivas, adverbiais, conjuntivas e prepositivas formadas por palavras femininas. São exemplos: à fantasia, à paisana, à vista, às vezes, à proporção que, à espera de.
  15. “Caiu a última trincheira de resistência contra a ferramenta. O autor de Ensaio sobre a Cegueira e O Evangelho Segundo Jesus Cristo decidiu criar “um espaço para comentários, reflexões, simples opiniões sobre isto ou aquilo, o que vier a talhe de foice”.



    15. Preserva-se a correção gramatical ao se reescrever a expressão ‘a talhe de foice’ (ℓ.4) com crase: à talhe de foice.
    15. ERRADO. Apesar de a expressão “a talhe de foice” conter uma locução prepositiva (algo que poderia levar à crase), o vocábulo “talhe” (que significa corte) é uma palavra masculina. Não ocorre crase antes de termos masculinos.
  16. “Tivera uma peleteria numa cidade onde fazia um calor dos o ano inteiro. Claro que foi à falência, mas suas freguesas nunca foram tão bonitas, embora tão poucas. (...). Às vezes, eles discutiam na hora do jantar; na verdade, minha mãe brigava com ele, que ficava calado; se ela não parava de brigar, ele se levantava da mesa e saía para a rua.”



     16. Nas linhas 2 e 3, o emprego do sinal indicativo de crase em “à falência”e “Às vezes” justifica-se pela regência verbal.
    16. ERRADO. Em “Claro que foi à falência”, a crase se deve à regência da forma verbal “foi” e ao emprego do artigo definido “a”, admitido por “falência”. Porém, no termo “Às vezes”, o acento indicativo de crase deve-se ao caso fixo: locuções adverbiais formadas por palavras femininas.
  17. “O capitalismo pode ser definido como a coexistência entre a enorme capacidade de criar, transformar e dominar a natureza, suscitando desejos, ambições e esperanças, e as limitações intrínsecas à sua capacidade de entregar o que prometeu.”



     17. No trecho “e as limitações intrínsecas à sua capacidade de entregar o que prometeu” (ℓ.3-4), o emprego do sinal indicativo de crase é facultativo.
    17. CERTO. A gramática afirma ser facultativo o emprego de crase nos pronomes possessivos adjetivos femininos no singular: minha, tua, sua,nossa e vossa.
  18. “Não conseguia dormir direito por não conseguir juntar dinheiro sequer para retornar à minha cidade e rever a família”, relatou. Quando uma fazenda no município paraense de Piçarras foi fiscalizada em junho deste ano, Copaíba foi localizado pelo Grupo Móvel, resgatado e recebeu de indenização trabalhista mais de R$ 5 mil.



     18. O sinal indicativo de crase em “retornar à minha cidade” (ℓ.2) é facultativo e a sua omissão preservaria os sentidos do texto e a correção das estruturas linguísticas.
    18. CERTO. Antes de pronomes possessivos (que também são determinantesde substantivos), pode-se ou não utilizar artigos, sem nenhuma alteraçãosemântica. Veja-se: Conheço a sua família/ Conheço sua família.Por isso, a gramática afirma ser facultativo o emprego de crase nos pronomespossessivos adjetivos femininos no singular: minha, tua, sua, nossa evossa. Observe-se que se um termo regente não exigir preposição, a crase deixará de ser opcional e passará a ser proibida, como é o caso da oração Conheço a sua família.
  19. “O nosso planeta azul vive um paradoxo dramático: embora dois terços da superfície da Terra sejam cobertos de água, uma em cada três pessoas não dispõe desse líquido em quantidade suficiente para atender às suas necessidades básicas. (...)Calcula-se, ainda, que 30% das maiores bacias hidrográficas perderam mais da metade da cobertura vegetal original, o que levou à redução da quantidade de água.(...) O restante corresponde à água salgada dos mares (97%) e ao gelo nos pólos e no alto das montanhas.”



     19. Nos trechos “atender às suas necessidades” (ℓ.3-4), “levou à redução da quantidade de água” (ℓ.6-7) e “O restante corresponde à água salgada dos mares” (ℓ.8), o emprego de crase é obrigatório.
    19. ERRADO. O sinal indicativo de crase utilizado em “atender às suas necessidades” não é obrigatório, já que a gramática admite duas regências opcionais para o verbo atender: pode ser VTD ou VTI. No texto,foi empregado como VTI. Porém, poderia ser utilizado como VTD, oque dispensaria o uso de preposição. Sem preposição, não haveria crase. Não se deve confundir este caso com o caso facultativo de crase antes de pronomes possessivos femininos, pois tal caso trata apenas de pronomes no singular.
  20. “Passar da condição de devedor à de credor internacional é fato inédito, mas não surpreendente.”


     20. Antes da expressão “de credor” (ℓ.1), subentende-se a repetição da palavra“condição”.
    20. CERTO. Nota-se claramente que o vocábulo condição poderia ser inserido imediatamente após a contração “à”. Portanto, tal palavra esta subentedida.

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