Pontuação 1 - CESPE

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Author:
neojr
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262441
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Pontuação 1 - CESPE
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2014-02-17 16:28:07
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Pontuação CESPE
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Pontuação 1- CESPE
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  1. “Segundo a observação de H. von Stein, ao ouvir a palavra “natureza”,o homem dos séculos XVII e XVIII pensa imediatamente no firmamento; o do século XIX pensa em uma paisagem.”



    1. No final do texto, em “o do século XIX pensa em uma paisagem”, as relações sintáticas do trecho permitem a colocação de uma vírgula entre “o do século XIX” e “pensa”.
    1. ERRADO. Um princípio básico de pontuação é que não se separam os termos de uma sequência natural: SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO. Se fosse inserida uma vírgula após o termo “século XIX” no trecho “o do século XIX pensa em uma paisagem”, essa vírgula separaria o sujeito do verbo. Portanto, a questão está incorreta.
  2. “Estas indagações, possivelmente existentes desde que o homem começou a pensar, têm ocupado o tempo e o esforço de elaboração dos filósofos ao longo dos séculos.”



    2. Mantêm-se a correção gramatical e a coerência textual caso seja retirada a vírgula logo após o termo “indagações” (ℓ.1).
    2. ERRADO. Observem-se os termos destacados em “Estas indagações, possivelmente existentes desde que o homem começou a pensar, têm ocupado...”. Tem-se, respectivamente, o sujeito e o verbo. Entre eles, há um termo intercalado de valor explicativo. Retirando-se a primeira vírgula, como sugerido pela banca, haveria um erro gramatical. A gramática diz que um termo pode ser intercalado (duas vírgulas, dois travessões ou dois parênteses) entre o sujeito e o verbo. Duas vírgulas intercalam; uma vírgula separa. Logo, se se retirasse a vírgula, haveria a separação entretermos de sequência natural – sujeito e verbo – e isso configuraria erro gramatical.
  3. “As consequências mais imediatas – e moderadas – de encher os pulmões todos os dias com o ar das metrópoles são logo sentidas:entupimento das vias aéreas, mal-estar, crises de asma, irritação dos olhos.”



    3. Nas linhas 3 e 4, as vírgulas utilizadas no interior do período que termina na palavra “olhos” têm a função de separar elementos de mesma função gramatical componentes de uma enumeração.
    3. CERTO. Sabe-se que os itens de uma enumeração devem ser separados por vírgulas. Note-se que tais termos exercerão a mesma função sintática e pertencerão à mesma classe gramatical.
  4. “Eu tinha todas as outras liberdades, preso no porão – de pensar, de xingar meus captores, de ter uma religião (caso quisesse uma), de escolher minhas convicções políticas.”


    4. No trecho “de pensar, de xingar meus captores, de ter uma religião (caso quisesse uma), de escolher minhas convicções políticas” (ℓ.1-3), a vírgula é empregada para separar termos que exercem a mesma função sintática.
    4. CERTO. Os componentes de uma enumeração devem ser separados por vírgulas. Logo, a questão está correta. Há que se fazer uma ressalva, porém: não se trata, no contexto, da separação de termos, e sim da separação de orações.
  5. “Toda empresa tem uma cultura, uma personalidade, uma cara. Essa cultura acaba impressa nas pessoas que trabalham ali.”



    5. Nos termos enumerados na linha 1, a substituição da vírgula colocada antes de “uma cara” pela conjunção e preservaria a correção gramatical do texto, mas enfraqueceria a indicação semântica de que se trata de termos praticamente sinônimos.
    5. CERTO. Observe-se que a vírgula foi utilizada no contexto para separar os termos de uma enumeração. Observe-se, entretanto, que tais termos têm praticamente o mesmo significado no contexto. Caso introduzíssemos a conjunção “e” imediatamente antes do último termo, passaríamos a interpretação de que se trata de termos diferentes. Logo, semanticamente haveria alteração e enfraqueceria, sim, essa noção de que os termos estão no mesmo campo significativo. Observe-se que, ao usar sinônimos numa enumeração, o autor busca promover ênfase.
  6. “O DNA Paulistano, série de pesquisas realizadas, no ano passado, pelo Datafolha, revelou fatias surpreendentemente elevadas de pessoas que, nas diversas regiões da cidade, costumam caminhar até o trabalho”



    6. De acordo com a gramática normativa da língua portuguesa, o emprego da vírgula no primeiro período do texto não tem justificativa gramatical.
    • 6. ERRADO. Vejam-se as justificativas para o emprego das vírgulas:
    • a. as vírgulas que intercalam a expressão “série de pesquisas realizadas,no ano passado, pelo Datafolha,” justificam-se por se tratar de um aposto explicativo;
    • b. as vírgulas após “realizadas” e “passado”  justificam-se por se tratar de um adjunto adverbial deslocado;
    • c. as vírgulas após “que” e antes de “cidade” também se justificam por se tratar de um adjunto adverbial de grande extensão, deslocado de sua posição original.
  7. “No ano passado, a produção industrial cresceu 6%, enquanto o emprego aumentou 2,2% e o total de horas pagas pela indústria aumentou 1,8%.”



    7. O emprego da vírgula logo após “passado” (ℓ.1) justifica-se por isolar o adjunto adverbial de tempo anteposto à oração principal.
    7. CERTO. De fato, a expressão “No ano passado” funciona sintaticamente como adjunto adverbial. Por estar deslocado, recebe a vírgula.
  8. “Entretanto, pode-se constatar que, até dentro de uma mesma nação,os benefícios do processo não são distribuídos de maneira mais ou menos equitativa. Em certos casos, essa distribuição torna-se mesmo bastante injusta, com uma grande acumulação de benefícios para pequenos setores sociais, em detrimento da grande maioria da população.”



    8. O emprego das vírgulas no último período sintático do texto mostra que a circunstância expressa por “com uma grande acumulação de benefícios para pequenos setores sociais” (ℓ.4-5) pode ser deslocada tanto para antes de “essa distribuição” (ℓ.3) quanto para depois de “população” (ℓ.6), sem prejudicar a coerência entre os argumentos.
    8. ERRADO. Observe que a expressão “com uma grande acumulação de pequenos benefícios para pequenos setores sociais” funciona, contextualmente, como adjunto adverbial. Sabe-se que o adjunto adverbial possui bastante mobilidade dentro do período, ou seja, pode estar em diversas posições na oração. Entretanto, a facilidade de se deslocar não pressupõe que as relações semânticas – o sentido – sejam preservadas. Veja que a primeira proposta de deslocamento não provocaria incoerência, mas a segunda, sim. Se transpusermos o termo citado para depois de “população”,o texto se tornará incoerente, uma vez que tal expressão parecerá funcionar como qualificador do termo “população”.
  9. “Um dos grandes problemas no Brasil, além da impunidade e da corrupção endêmicas, é a má distribuição de renda, situação em que muitos têm pouco e poucos têm muito.”



    9. As duas primeiras vírgulas do período isolam o aposto, ou seja, um termo que explica uma palavra ou expressão já mencionada.
    9. ERRADO. A expressão “além da impunidade e da corrupção endêmicas”não explica “Um dos grandes problemas do Brasil”, é apenas uma informação adicional, o que não configura um aposto. Não há relação de equivalência.Tal expressão está entre vírgulas por estar intercalada. Sabe-seque uma vírgula separa e duas intercalam. Veja-se que, com a retirada da expressão entre vírgulas, teríamos a seguinte reescrita: “Um dos grandes problemas do Brasil é a má distribuição de renda...”. Portanto, questão errada por não se tratar de aposto.
  10. “Fruto de um longo debate, seu maior objetivo, segundo o ministro do trabalho, Carlos Lupi, era: “Proporcionar a milhões de jovens estudantes brasileiros os instrumentos que facilitem sua passagem do ambiente escolar para o mundo do trabalho”.



    10. A expressão “Carlos Lupi” (ℓ.2) está entre vírgulas por tratar-se de aposto explicativo.
    10. CERTO. O aposto associa-se a um nome, geralmente vem separado por sinais de pontuação e raramente está preposicionado. Há, principalmente, quatro tipos de aposto: explicativo, enumerativo, nominativo e resumitivo. No texto, percebe-se uma relação de equivalência, de explicação entre os termos “ministro do trabalho” e “Carlos Lupi”. Portanto, o termo“Carlos Lupi” é realmente um aposto explicativo.
  11. “Meu tio José Ribeiro, pai destas primas, foi o único, de cinco irmãos, que lá ficou lavrando a terra e figurando na política do lugar.”



    11. No trecho “Meu tio José Ribeiro, pai destas primas, foi o único, de cinco irmãos” (ℓ.1), “pai destas primas” é uma oração explicativa e, por isso,está separada por vírgulas.
    11. ERRADO. Sabe-se que oração é um enunciado que contém verbo. No trecho “pai destas primas”, não há verbo. Tal expressão, por ser uma explicação e por estabelecer uma relação de equivalência com o termo “Meu tio José Ribeiro”, classifica-se como aposto explicativo.
  12. “Não surpreende que, como mostraram o físico Roberto Nicolsky e o engenheiro André Korottchenko de Oliveira, em artigo publicado recentemente, o Brasil venha caindo na classificação dos países que mais registram patentes no escritório norte-americano que cuida do assunto, o USPTO (sigla do nome em inglês).”



    12. Na linha 5, logo após a palavra “assunto”, a vírgula foi empregada para isolar o vocativo subsequente.
    12. ERRADO. Vocativo é o termo utilizado para se chamar algo ou alguém.A expressão “o USPTO” não é um vocativo e sim um aposto – termo de natureza explicativa que equivale a outro termo substantivo da oração. Observe-se que tal expressão (USPTO) indica a sigla, o nome do “escritório americano que cuida do assunto”.
  13. “As empresas ficaram mais eficientes e estão repartindo os ganhos como trabalhador, e isso é muito bom, porque o aumento da renda alimenta a expansão da demanda doméstica”, diz o assessor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, Júlio Sérgio Gomes de Almeida.”



    13. O emprego da vírgula logo após “Industrial” (ℓ.4) deve-se à necessidade de se isolar o vocativo subsequente.
    13. ERRADO. Vocativo é o termo utilizado para se chamar algo ou alguém. A expressão “Júlio Sérgio Gomes de Almeida” não é um vocativo e sim um aposto – termo de natureza explicativa que equivale a outro termo substantivo da oração. Observe-se que tal expressão EQUIVALE ao termo antecedente “assessor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial”.
  14. “Há, no entanto, um preconceito que parece ser mais resistente do que os outros, o linguístico.”



    14. A vírgula antes do termo “o linguístico” (ℓ.2) tem a função de marcar um verbo subentendido; mesmo papel que desempenha no seguinte exemplo:A formiga é trabalhadora; a cigarra, cantora.
    14. ERRADO. No trecho “Há um preconceito que parece ser mais resistente do que os outros, o linguístico”, o termo destacado classifica-se sintaticamente como aposto – termo de natureza explicativa que equivale a outro termo substantivo da oração. A vírgula, portanto, introduz um aposto. É de se notar que o termo preconceito ficou subentendido. Mas a questão está errada por afirmar que “um verbo” ficou elíptico e que essa seria a justificativa para o uso da vírgula, como na frase “A formiga é trabalhadora; a cigarra (é) cantora”.
  15. “Tempo, espaço e matéria são, pois, ideias que penetram o nosso conhecimento das coisas, desde o mais primitivo, e que evoluíram por meio das especulações filosóficas até as modernas investigações científicas, que as integraram em um nível mais profundo de síntese, uma unificação que levou milênios para ser atingida.”



    15. Na linha 1, caso se deslocasse a conjunção “pois” para o início da oração,a coerência da argumentação seria preservada, desde que fossem retiradas as duas vírgulas que isolam essa palavra e que se fizessem os necessários ajustes nas letras maiúsculas e minúsculas.
    • 15. ERRADO. Sabe-se que o conectivo pois expressa valor conclusivo quando deslocado na oração (intercalado ou no final), equivalendo a portanto. Caso fosse transposto para o início da oração (seu lugar normal), adquiriria o valor semântico de causa ou explicação e equivaleria a porque. Ora, explicação e conclusão são ideias totalmente diversas. Note-se que tal mudança prejudicaria a coerência da argumentação (a lógica textual), uma vez que alteraria profundamente relação semântica entre este e o parágrafo anterior. Veja-se uma comparação:
    • Estou doente, portanto não irei à escola. (valor conclusivo).
    • Estou doente, pois não irei à escola (valor explicativo, causal).
  16. “É fato que, em alguns momentos da crise iniciada em julho, marcada pela queda de liquidez dos bancos, ocorreram episódios de exigência de taxas melhores por parte de investidores, mas em nenhum momento aconteceu uma piora no perfil da dívida brasileira.”



    16. A vírgula logo após “investidores” (ℓ.3) é utilizada para separar orações coordenadas.
    16. CERTO. Observe-se que o conectivo (conjunção) “mas” introduz uma oração coordenada sindética adversativa, assim como porém, entretanto,contudo. A Gramática afirma que as orações coordenadas devem ser separadas por vírgula ou ponto e vírgula.
  17. “As estradas da Grã-Bretanha tinham sido construídas pelos romanos,e os sulcos foram escavados por carruagens romanas.”



    17. A vírgula que precede a conjunção “e” (ℓ.2) indica que esta liga duas orações de sujeitos diferentes; mas a retirada desse sinal de pontuação preservaria a correção e a coerência textual.
    • 17. CERTO. Note-se que a vírgula antes da conjunção e dificilmente seria obrigatória. A gramática elenca quatro situações em que se pode usar a vírgula antes de tal conectivo:
    • a. Para separar orações coordenadas com sujeitos diferentes;
    • b. Para separar orações em que o conectivo e tenha valor adversativo;
    • c. Para separar o polissíndeto (repetição reiterada e estilística de um conectivo);
    • d. Para se dar ênfase ao último termo ou à última oração de uma série enumerativa. Nesta questão, observa-se que cabe a primeira justificativa, sim. Observe--se ainda que a retirada desse sinal de pontuação preservaria a correção e a coerência textual.
  18. “Os dois relatórios específicos de acompanhamentos elaborados pela ANS e submetidos à apreciação da Comissão foram o 1.º Relatório Semestral do Contrato de Gestão 2006/2007, de julho de 2007, e o Relatório Final do Contrato de Gestão 2006/2007, de março de 2008. O primeiro atua como marco inicial do processo de acompanhamento,e o segundo, como o marco final do estágio de acompanhamento sob responsabilidade da ANS.”


    18. Na linha 2, o emprego de vírgulas – uma antes de “e” e outra após “segundo”– justifica-se, de acordo com as normas de pontuação da língua portuguesa, respectivamente, pelo fato de as orações apresentarem o mesmo sujeito – “Relatório” – e pela ocorrência de uma exemplificação, introduzida por “como”.
    18. ERRADO. Observando-se o comentário da questão anterior, percebe-se que a justificativa para o uso da vírgula antes da conjunção e não “se encaixa” em nenhum dos itens. Muito pelo contrário: vai de encontro ao que a gramática afirma em relação ao uso de vírgula para separar orações com sujeitos diferentes. Observa-se que a vírgula antes do conectivo “e”, no texto, faz parte da intercalação do termo explicativo, “de julho de 2007”, e que a segunda vírgula, após o termo “segundo”, justifica-se por marcar a elipse de um termo; no caso, a forma verbal “atua”.
  19. “Vivia envolvido com “sirigaitas”, como minha mãe as chamava, e com fracassos comerciais crônicos.”



    19. No trecho “Vivia envolvido com ‘sirigaitas’, como minha mãe as chamava,e com fracassos comerciais crônicos” (ℓ.1-2), é facultativo o emprego da vírgula antes da conjunção coordenada “e”.
    19. ERRADO. Observa-se que a vírgula empregada antes do conectivo “e” não tem nenhuma relação com ele; faz parte da intercalação da oração“como minha mãe as chamava”, sendo, portanto, obrigatória.
  20. “Mas basta percorrer essa e outras áreas do centro – onde, compreensivelmente,mais se caminha – para notar o estado precário das calçadas e as constantes irregularidades.”



    20. A substituição de travessões por vírgulas, nas linhas 1 e 2, manteria a correção gramatical do período e suas informações originais.
    20. CERTO. Deve-se notar que o conectivo “onde” introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa e que tais orações são obrigatoriamente separadas por vírgulas, travessões ou parênteses. No texto analisado, foram utilizados travessões. O uso das vírgulas em substituição a eles não causa prejuízo gramatical nem prejuízo para as informações do texto, apesar de implicar perda do realce sugerido pelos travessões.
  21. “O Brasil obteve o reconhecimento internacional do Programa Brasileiro de Certificação de Manejo de Florestas (CERFLOR) durante a 19.ª Reunião Plenária do Program for the Endorsement of Forest Certification (PEFC), maior fórum de programas nacionais de certificação de manejo florestal.”



    21. Na linha 4, o emprego de vírgula após “(PEFC)” justifica-se por isolar expressão apositiva subsequente.
    21. CERTO. De fato, a justificativa para o uso da vírgula no contexto mencionado está correta. Observa-se que a expressão “maior fórum de programas nacionais de certificação de manejo florestal” equivale sintaticamente à expressão substantiva anterior “Program for the Endorsement of Forest Certification (PEFC)” e a explica – o que constitui um aposto.
  22. “Enquanto outros países em desenvolvimento, como China, Índia e Coréia, investem na formação de pesquisadores e se transformam em produtores de conhecimentos que dinamizam suas economias, o Brasil não consegue eliminar o fosso que separa as instituições de pesquisa das empresas privadas, nem aumentar o volume de investimento sem pesquisa e desenvolvimento.”



    22. O segmento “que dinamizam suas economias” (ℓ.3) constitui oração subordinada adjetiva restritiva e, por isso, não vem precedido de vírgula.
    22. CERTO. O conectivo “que” no trecho “que dinamizam suas economias” é um pronome relativo. Sabe-se que tal pronome introduz orações subordinadas adjetivas. De fato, se fossem utilizadas vírgulas em tal trecho, a oração se classificaria como explicativa. Como isso não ocorreu, tem-seuma oração de caráter restritivo. Deve-se lembrar que só existem dois tipos de orações subordinadas adjetivas e que uma diferença básica entre elas é o uso de vírgula: as explicativas devem ser separadas por tal sinal de pontuação; as restritivas não.
  23. “Em três períodos, ela foi atrelada a diferentes paradigmas de inserção internacional: o conservador do século XIX, que se estendeu até os anos 30 do século seguinte; o do Estado desenvolvimentista, que vigorou desde então até 1989; e o novo paradigma de inserção liberal em formação nos anos noventa.”



    23. As orações “que se estendeu até os anos 30 do século seguinte” (ℓ.2-3) e“que vigorou desde então até 1989” (ℓ.3-4) estão antecedidas por vírgulas porque são subordinadas adjetivas restritivas.
    23. ERRADO. As vírgulas utilizadas nas orações citadas deixam claro que se trata de orações com caráter explicativo, e não restritivo. O conectivo“que”, no contexto, é um pronome relativo, conectivo que introduz orações subordinadas adjetivas. Existem dois tipos de orações subordinadas adjetivas; as restritivas e as explicativas. Uma diferença básica entre elas é o uso de vírgula: as explicativas devem ser separadas por tal sinal de pontuação; as restritivas não.
  24. “Mantido por contribuições das empresas associadas, o CIEE lançou o Guia Prático para Entender a Nova Lei do Estágio, com respostas a mais de 30 perguntas acerca das mudanças e normas mais importantes.”



    24. Após a palavra “associadas” (ℓ.1), a vírgula é obrigatória.
    24. CERTO. No trecho, a oração “Mantido por contribuições das empresas associadas” classifica-se como oração subordinada adjetiva explicativa reduzida de particípio e está deslocada de sua posição original. Observe-seque a construção usual seria: O CIEE, que é mantido por contribuições das empresas associadas, lançou o Guia Prático... Sabe-se que tais orações devem, obrigatoriamente, ser separadas por vírgula.
  25. “A partir da década de 70, políticas ativas de promoção de exportação,apoiadas em incentivos fiscais e creditícios, juntaram-se a esse elenco de instrumentos.”




    25. O segmento “apoiadas em incentivos fiscais e creditícios” (ℓ.2) está entre vírgulas porque é uma oração reduzida de particípio e tem natureza restritiva.
    25. ERRADO. A oração em destaque classifica-se, efetivamente, como oração subordinada adjetiva explicativa reduzida de particípio. A questão está incorreta por afirmar que tal oração tem caráter restritivo. Uma diferença básica entre as orações adjetivas é o uso de vírgula: as explicativas devem ser separadas por tal sinal de pontuação; as restritivas não. Para se notar claramente que se trata de uma oração adjetiva (e que ela está reduzida), veja-se uma sugestão de desenvolvimento do período: “A partir da década de 70, políticas ativas de promoção de exportação, que estavam apoiadas em incentivos fiscais e creditícios, juntaram-se a esse elenco de instrumentos.”

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