Partícula SE - CESPE

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Author:
neojr
ID:
262452
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Partícula SE - CESPE
Updated:
2014-02-17 17:47:45
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Partícula SE CESPE
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Partícula SE - CESPE
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  1. “Daí decorreu que as relações de interlocução e consulta entre o setor público e os agentes privados, nesse caso, exclusivamente as empresas e associações setoriais diretamente interessadas, se deram quase que exclusivamente ao longo desse eixo de articulação.”



    1. Em “se deram” (ℓ.3), o termo “se” indica sujeito indeterminado.
    1. ERRADO. Claramente se nota que o sujeito da forma verbal “deram” é a expressão “as relações de interlocução e consulta entre o setor público e o privado”. Outra coisa: quando a partícula se funciona como índice de indeterminação do sujeito, o verbo, obrigatoriamente, fica no singular.
  2. “A complexidade dos problemas desarticula-se e, precisamente por essa razão, torna-se necessária uma reordenação intelectual que nos habilite a pensar a complexidade.”



    2. No segundo parágrafo, as duas ocorrências do pronome se, em “desarticula-se” e “torna-se”, marcam a impessoalidade da linguagem empregada no texto por meio da indeterminação do sujeito.
    2. ERRADO. Claramente se nota que o sujeito da forma verbal “desarticula-se” é a expressão “a complexidade dos problemas”. Já o sujeito de “torna-se” é a expressão “uma reordenação intelectual”. Portanto, em nenhuma das orações há impessoalidade do sujeito.
  3. “Todavia, foi somente após a Independência que começou a se manifestar explicitamente, no Brasil, a preocupação com o isolamento das regiões do país como um obstáculo ao desenvolvimento econômico.”




    3. Em “se manifestar” (ℓ.1), o “se” indica sujeito indeterminado.
    3. ERRADO. Para que haja sujeito indeterminado é necessário que haja impessoalidade da linguagem, ou seja, não se explicite o autor da ação, do processo verbal ou que não se explicite o sujeito. No texto, percebe-seclaramente que o sujeito é a expressão “a preocupação com o isolamento das regiões do país...”. A partícula se, nesta questão, classifica-se como partícula apassivadora. Observe-se que a expressão “começou a se manifestar ”pode ser substituída por começou a ser manifestada (voz passiva analítica).
  4. “As relações entre os países, para a adoção de mecanismos que permitam a efetiva cooperação jurídica, devem fundamentar-se na igualdade, e não na desconfiança mútua de violação da soberania.”



    4. Em “fundamentar-se” (ℓ.2), o “se” indica indeterminação do sujeito.
    4. ERRADO. Nota-se claramente que o sujeito da forma verbal “fundamentar-se” é “a relação entre os países”. A partícula se, nesta questão, classifica-se como partícula apassivadora. Observe-se que a expressão “devem fundamentar-se” poderia ser substituída por devem ser fundamentadas (voz passiva analítica).
  5. “Como nada ainda deu certo no planeta, a internacionalização só será aceitável quando se cumprirem duas premissas.”




    5. Preservam-se a correção gramatical e a coerência da argumentação do texto ao se substituir a expressão “se cumprirem” (ℓ.2) por forem cumpridas.
    5. CERTO. Na oração “(...) quando se cumprirem duas premissas”, a partícula se classifica-se como pronome apassivador. A oração, portanto, está na voz passiva sintética. O que a questão propõe é que se transforme a voz passiva sintética em analítica. Logo, a substituição sugerida está correta:(...) quando forem cumpridas duas premissas.
  6. “Durante o governo de Fernando Collor de Mello, entre 1990 e 1992,procedeu-se à demolição instantânea dos conceitos que haviam alimentado durante décadas os impulsos da diplomacia:”



    6. Em “procedeu-se” (ℓ.2), o termo “-se” indica voz reflexiva.
    6. ERRADO. Para que a forma verbal esteja na voz reflexiva, é necessário que o sujeito possa efetuar uma ação sobre si mesmo. Além disso, a partícula se deve ser substituída pela expressão si mesmo, preposicionada: a si mesmo, em si mesmo, de si mesmo etc. A partícula se, nesta questão,classifica-se como índice de indeterminação do sujeito. Observe-se que há impessoalidade e que a forma verbal “procedeu” é transitiva indireta.
  7. “Engana-se, no entanto, quem acredita que os truques simbólicos da publicidade funcionam apenas para o consumo.”



    7. A dupla possibilidade de complementos para o verbo enganar, com pronome reflexivo ou não, mantém o texto correto e coerente se o pronome for retirado de “Engana-se” (ℓ.1).
    7. ERRADO. De fato, o verbo enganar pode ser reflexivo ou não. Entretanto,não haveria coerência textual caso se retirasse, no contexto, a partícula se. Observe-se que “Engana-se” equivale a Engana a si mesmo e que o sujeito de tal forma verbal é a expressão “quem acredita que os truques simbólicosda publicidade funcionam apenas para consumo.” Por que não haveria coerência ? Porque o verbo enganar ficaria sem complemento ou não se saberia se a expressão “quem acredita...” funcionaria como sujeito ou como complemento verbal, o que geraria ambiguidade e incorreção gramatical.
  8. "A dimensão de encontrar-se no mundo."
     "O Indivíduo torna--se Pessoa quando toma consciência de si mesmo, do outro e do mundo."


    8. A expressão “si mesmo” (Coluna 3 linha 7) não tem valor reflexivo, opondo-se, por esse motivo, ao pronome “se” na seguinte construção: “encontrar-se no mundo” (Coluna 3, linhas 2 e 3).
    8. ERRADO. As duas expressões têm valor reflexivo. O pronome pessoal oblíquo tônico “si” sempre terá valor reflexivo. Já o pronome pessoal oblíquo átono “se” pode ter valor reflexivo dentro de um contexto. Na oração “A dimensão de encontrar-se no mundo” (no quadro da questão), observa-se claramente que a partícula “se” tem valor reflexivo,não havendo, portanto, oposição.
  9. “Stroibus tornou-se a esperança da cidade e do mundo.”



    9. No trecho “Stroibus tornou-se a esperança da cidade e do mundo” (ℓ.1), o verbo foi empregado em sua forma pronominal, cujo significado é converter-se, transformar-se, fazer-se.
    9. CERTO. A forma verbal “tornar-se” (verbo de ligação) é, sim, pronominal. Isso significa que a partícula se é classificada como parte integrante do verbo. Semanticamente, o verbo tornar-se tem o sentido de converter-se, transformar-se, fazer-se. Não se pode confundir parte integrante com pronome reflexivo. O pronome reflexivo só acompanha verbos transitivos, e não verbos de ligação ou intransitivos, como ocorre com a parte integrante.
  10. “Analisando-se isoladamente os dados relativos a pedidos de patentes internacionais, até que o país não se saiu muito mal.”



    10. Na linha 2, o “se”, em “não se saiu”, é exigido pela regência do termo “o país”.
    10. ERRADO. A partícula “se” não é exigida pela regência do termo “o país”, uma vez que tal termo não pede complemento. A partícula “se”, neste contexto, classifica-se como parte integrante do verbo e contribui para que o verbo “sair” tenha um sentido diferente do habitual, ou seja, passe a ter o sentido de lograr êxito, conseguir um objetivo etc. Isso nada tem a ver com regência.
  11. “Esse quadro muda quando se desenvolve uma produção para a troca, em que cada um passa a produzir aquilo a que está mais capacitado. Já encontramos aí um forte motivo para a experiência da subjetividade privatizada: cada um deve ser capaz de identificar a sua especialidade, aperfeiçoar-se nela, identificar-se com ela.”




    11. Na linha 5, por já ocorrer pronome átono no verbo “aperfeiçoar-se”, o desenvolvimento do texto admite, como coerente e gramaticalmente correto, deixá-lo subentendido em “identificar-se”, que, nesse caso, se reescreverá apenas como identificar.
    11. ERRADO. Observa-se que a forma verbal “identificar-se” está sendo usada, contextualmente, como verbo pronominal. Logo, o pronome é necessário. O fato de o mesmo pronome já ter sido utilizado com “aperfeiçoar-se” não torna facultativo seu uso em “identificar-se”.
  12. Sucedendo o movimento da rede aos livros, a trajetória agora é dos livros para a rede. “Se antes os blogueiros tomaram as estantes e livrarias, em uma invasão organizada dos posts para as páginas, os escritores descobriram que estavam perdendo espaço e procuraram recuperar o tempo perdido.”




    12. O desenvolvimento das ideias do texto mostra que, se a condição expressa pela oração iniciada por “Se” (ℓ.2) não se tivesse realizado, os escritores não procurariam “recuperar o tempo perdido” (ℓ.5).
    12. ERRADO. O conectivo “Se” não expressa contextualmente ideia de condição, e sim de causa. Observe que tal conectivo pode ser substituído por Já que.
  13. “Se a cidade moderna era a libertação do homem, ela tirava sua singularidade; desiguais em suas características, viraram miseravelmente iguais no aglomerado urbano, vulneráveis, segregados, enfim, menos do que homens: macacos.”



    13. Provoca erro gramatical ou incoerência entre os argumentos do texto a substituição da conjunção “Se” (ℓ.1) por Ao mesmo tempo em que.
    13. ERRADO. A substituição sugerida não provoca erro gramatical nem incoerência entre os argumentos do texto. A conjunção “Se”, contextualmente, se classifica como concessiva e tem o mesmo valor de embora. Note--se que no texto a expressão “Ao mesmo tempo em que” também estaria correta; não teria exatamente o mesmo sentido de concessão, mas não provocaria incoerência. Observe-se que incoerência é falta de lógica. O texto continua lógico, apesar de poder haver uma pequena alteração semântica.
  14. “O próprio biólogo reconhece, porém, que sua concepção tem um espaço em branco a ser preenchido. Se, por um lado, ela ajuda a explicar o modo como os padrões de organização são repetidos, por outro, não explicita como eles se colocam em primeiro lugar. Mas essa lacuna é estratégica, revela Sheldrake: “Isso deixa aberta a questão da criatividade evolucionária.”




    14. A conjunção “Se” (ℓ.2) inicia uma oração que apresenta uma condição para a realização do que se afirma na oração principal.
    14. ERRADO. O conectivo “Se” não expressa contextualmente ideia de condição. Classifica-se como concessivo e tem o mesmo valor de embora. Observe-se, porém, que a substituição de “Se” por Embora obrigaria uma alteração gramatical: a substituição de “ajuda” (ℓ.2) por ajude. Mas não haveria alteração semântica.
  15. “No início, eram apenas 88 juízes federais, todos nomeados pelo presidente da República. Na época, pelo Ato Institucional n.º 2, se esses juízes demonstrassem qualquer “incompatibilidade com os objetivos da Revolução”, podiam ser demitidos.”




    15. O emprego de “se” em “se esses juízes” (ℓ.2-3) tem valor condicional.
    15. CERTO. De fato, contextualmente a partícula “se” classifica-se como conjunção subordinativa condicional. Observe-se que ela pode ser substituída por caso (também conjunção condicional) sem alteração gramatical ou semântica.

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