Concordância Verbal e Nominal - CESPE

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Author:
neojr
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262573
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Concordância Verbal e Nominal - CESPE
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2014-02-18 07:35:23
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Concordância Verbal Nominal CESPE
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Concordância Verbal e Nominal - CESPE
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  1. “Pela teoria, em geral é mais fácil aprender o que outros já aprenderam antes, graças à memória coletiva acessível a todos os indivíduos da mesma espécie. Assim, os campos mórficos podem representar um novo ponto de partida para compreendermos nossa herança cultural e a influência de nossos ancestrais.”




    1. A flexão de primeira pessoa do plural em “compreendermos” (ℓ.4) indica que o sujeito da oração em que esse verbo ocorre é diferente do sujeito da oração anterior.
    1. CERTO. A desinência –mos, em “compreendermos”, indica que o sujeito de tal forma verbal está na primeira pessoa do plural (nós). Já na oração anterior, a locução verbal “podem representar” apresenta verbo auxiliar com terminação –m, o que caracteriza um sujeito de terceira pessoa do plural. Contextualmente, tal sujeito é a expressão “os campos mórficos”.
  2. “As consequências mais imediatas – e moderadas – de encher os pulmões todos os dias com o ar das metrópoles são logo sentidas: entupimento das vias aéreas, mal-estar, crises de asma, irritação dos olhos. Há, porém, outras mais graves, que se instalam lentamente no organismo, como o aumento da pressão arterial e a ocorrência de paradas cardíacas. Estas podem passar despercebidas, já que nem sempre apresentam uma relação tão clara e direta com o fator ambiental.”




    2. A forma verbal “apresentam” (ℓ.7) está flexionada no plural porque se refere aos elementos da cadeia coesiva formada por “consequências” (ℓ.1),“outras mais graves” (ℓ.4) e “Estas” (ℓ.6).
    2. CERTO (GABARITO OFICIAL). Apesar de ser essa a resposta da Banca, discordamos dessa posição. Gramaticalmente, a forma verbal“ apresentam” concorda com o pronome “Estas”, que retoma apenas a expressão“ outras (consequências) mais graves”. Observe que o texto faz contraposição entre “consequências mais imediatas – e moderadas” e consequências “mais graves, que se instalam lentamente no organismo”. O pronome “Estas” refere-se apenas às consequências mais graves. Logo, a questão está incorreta.
  3. “Analisando-se isoladamente os dados relativos a pedidos de patentes internacionais, até que o país não se saiu muito mal. Em 2007, apresentamos 384 requisições, um aumento de 15,4% em relação ao ano anterior. Com isso, galgamos quatro posições e passamos a ocupar o 24.º lugar na lista dos 138 signatários do Tratado de Cooperação de Patentes.”




    3. As formas verbais de primeira pessoa do plural “apresentamos” (ℓ.2-3),galgamos” (ℓ.4) e “passamos” (ℓ.4) indicam que o autor está falando apenas em nome dos cientistas.
    3. ERRADO. Uma estratégia argumentativa que visa a incluir o leitor como participante do que se afirma é o uso da primeira pessoa do plural, ainda que a ideia seja apenas do autor. Quando se afirma, por exemplo, “Sabemos que o Brasil tem muito a crescer”, essa é uma posição do autor, masque busca a adesão do leitor a essa ideia. No texto, o autor não fala apenas em nome dos cientistas, o que pode ser observado pela expressão “até que o País não se saiu tão mal”. Ou seja, o autor está falando em nome de todos os brasileiros.
  4. “Uma característica marcante desse conjunto de instrumentos refere--se ao fato de que sua concepção e administração eram essencialmente setoriais.”




    4. A forma verbal “eram” (ℓ.2) está no plural porque concorda com sujeito composto.
    4. CERTO. A forma verbal “eram” concorda em número e pessoa com o sujeito composto “sua concepção e administração”. Essa questão exige o conhecimento da regra básica de concordância verbal: o verbo deve concordar em número e pessoa com o sujeito. Portanto, contextualmente, o verbo está na terceira pessoa do plural.
  5. “Mantido por contribuições das empresas associadas, o CIEE lançou o Guia Prático para Entender a Nova Lei do Estágio, com respostas a mais de 30 perguntas acerca das mudanças e normas mais importantes. Entre elas, destacam-se a limitação da jornada diária para seis horas, a obrigatoriedade de pagamento do auxílio transporte,a concessão do recesso obrigatório de 30 dias após um ano de estágio e o limite máximo de dois anos de permanência em uma mesma empresa.”




    5. A concordância verbal permaneceria igualmente correta se, em lugar de“destacam-se” (ℓ.4), fosse empregada a forma destaca-se.
    5. CERTO. A gramática diz que o sujeito composto deve levar o verbo para o plural. Entretanto, se o sujeito composto estiver posposto, a concordância pode ser feita apenas com o núcleo mais próximo ou com todos os núcleos. Na questão, o sujeito da forma verbal “destaca-se” é a expressão“a limitação da jornada diária para seis horas, a obrigatoriedade de pagamento do auxílio-transporte, a concessão do recesso obrigatório de 30 dias e o limite máximo de dois anos de permanência em uma mesma empresa”. (Os termos sublinhados funcionam como núcleos do sujeito). O autor optou por estabelecer a concordância apenas com o primeiro núcleo – “limitação”.
  6. Dando início aos trabalhos desta Câmara Municipal para o ano de 2009, realizaremos o primeiro Gabinete de Rua, no dia 19 do corrente. Para tanto, solicitamos que V. Sa. Expresse vossa autorização para a montagem de um estande para a realização da referida atividade na5 Praça das Flores (Centro), das 9 às 13 horas.





    6. O termo “vossa”, no segundo período do texto, está indevidamente empregado no documento, visto que a concordância com os pronomes de tratamento deve ser feita na terceira pessoa.
    6. CERTO. A gramática estabelece que toda concordância com pronomes de tratamento deve ser feita em terceira pessoa. Se ele estiver no singular, terceira pessoa do singular. Se estiver no plural, terceira pessoa do plural. E os pronomes que se refiram a ele também têm de estar em terceira pessoa. Logo, o pronome “vossa” está incorreto. Em seu lugar deveria estar o pronome sua, dando origem à seguinte oração: “(...) solicitamos que V. Sª. expresse sua autorização...”.
  7. “A maioria dos leitores é atormentada pela crença de que os textos significam exatamente o que dizem; acredita que a intenção comunicativa,que é inferida, está tão dada quanto a forma verbal.”


    7. A correção gramatical do texto seria preservada caso o paralelismo de gênero e número estabelecido entre “é atormentada” (ℓ.1) e “acredita” (ℓ.2) fosse substituído por são atormentados e acreditam.
    7. CERTO. A regra diz que, se o sujeito for formado por expressões partitivas (a maioria de..., grande parte de..., a maior parte de..., boa parte de..., grande número de..., a minoria de...), o verbo pode concordar como núcleo dessas expressões ou com o termo preposicionado subsequente.No texto em questão, a concordância tanto pode ser feita com “maioria”quanto com “leitores”. Caso se opte pela concordância com “leitores”,todos os verbos deverão ser alterados. Como tal palavra é masculina, oparticípio “atormentada” deverá ser alterado para o gênero masculino. Paralelismo diz respeito a padrão. Ocorre geralmente em enumeração determos ou orações. Como, na questão, há dois verbos se referindo ao mesmo sujeito, ambos devem seguir o padrão de número (plural).
  8. As ações cidadãs conquistam espaço entre os empresários do Distrito Federal. Segundo pesquisa da Universidade de Brasília, cerca de 82% das micro e pequenas empresas locais atuam com responsabilidade social. “A prática constitui uma ética empresarial, voltada para o público interno e externo, e trata-se de uma cartilha moral”, conceitua o diretor-executivo do portal www.responsabilidadesocial.com. O empresário R. M. aderiu à ideia. Implantou na sua mercearia a opção de sacola de algodão como alternativa ao saco de plástico.





    8. Se a locução “cerca de” (ℓ.2) for retirada do sujeito sintático, o verbo“atuam” (ℓ.3) deve ser flexionado no singular: atua.
    8. ERRADO. A regra diz que se o sujeito é formado de um número plural precedido das expressões cerca de, mais de, menos de e similares, o verbo vai para o plural. É o que ocorre no texto. A retirada de tal expressão em nada altera a concordância, uma vez que o verbo continuará concordando com uma expressão no plural: “82% das micro e pequenas empresas”. Portanto, estaria incorreto escrever-se atua.
  9. “Procuram-se novos especialistas”




    9. No texto, a flexão do verbo no plural justifica-se pela concordância feita com o termo “novos especialistas”.
    9. CERTO. Observe-se que a oração representa a voz passiva sintética. Na voz passiva, não se tem objeto direto. O termo que exerceria essa função na verdade funciona como sujeito paciente. E o verbo obrigatoriamenteconcorda com ele. Portanto, “Procuram-se” obrigatoriamente concordacom o sujeito paciente “novos especialistas”. Note-se, ainda, que tal oração na voz passiva analítica teria a seguinte forma: Novos especialistas são procurados.
  10. Art. 2º. Só se dará prosseguimento aos pedidos de prorrogação quando em conformidade com a lei;





    10. Para que o trecho de documento acima atenda às normas de redação de documentos oficiais, é necessário que se substitua “dará” (ℓ.1) por darão, para atender às regras gramaticais da norma de padrão culto.
    10. ERRADO. Assim como na questão anterior, a oração “Só se dará prosseguimento...”representa a voz passiva sintética. Sabe-se que em tal voz o sujeito é o termo que funcionaria como objeto direto, no caso “prosseguimento”. Como esse termo está no singular, o verbo também deverá ficar no singular. Observe-se que o examinador tenta induzir o candidato ao erro, levando a estabelecer a concordância com o complemento preposicionado“aos pedidos”.
  11. “E esse emaranhamento é tal que nem um computador poderia captar todos os processos em curso. Mas há também outra complexidade que provém da existência de fenômenos aleatórios (que não podem ser determinados e que, empiricamente, agregam incerteza ao pensamento).”





    11. O sentido impessoal do verbo haver permite que a afirmação generalizada“Mas há também outra complexidade que provém” (ℓ.2-3) seja substituída por uma frase nominal no plural: Mas também outras necessidades provém.
    11. ERRADO. Em primeiro lugar, não tem nada a ver a explicação da impessoalidade do verbo haver. Não é essa impessoalidade que permitirá afirmações generalizadas. Em segundo lugar, a expressão sugerida – “Mas também outras necessidades provém” – não é uma frase nominal, pois contém verbo. Em terceiro lugar, a concordância de “necessidades” com“provém” estaria incorreta, uma vez que o substantivo está no plural e o verbo no singular (com acento agudo, singular; com acento circunflexo,plural). O verbo vir e suas formas derivadas recebem acento circunflexo no plural do presente do indicativo : eu venho, tu vens, ele vem, nós vimos, vós vindes, eles vêm/ eu provenho, tu provéns, ele provém, nós provimos, vós provindes, eles provêm.
  12. “Com a desregulamentação dos mercados financeiros, houve uma redução nos estoques públicos voltados a mitigar desequilíbrios entre a oferta e a demanda.”





    12. Nas linhas 1 e 2, se a expressão “uma redução” estivesse no plural –reduções – a forma verbal “houve” também deveria estar no plural.
    12. ERRADO. O verbo haver, no sentido de existir ou ocorrer, é considerado impessoal, ou seja, não tem sujeito. Como não tem sujeito, obrigatoriamente fica no singular. O termo reduções, ainda que no plural, não interfere na concordância do verbo, uma vez que funciona como objeto direto, neste caso. Sabe-se que o verbo concorda com o sujeito, e não como objeto.
  13. “Em primeiro lugar, é preciso definir o que vem a ser igualdade social.”



    13. Na linha 1, a forma verbal “vem” está no singular porque concorda como pronome demonstrativo “o”.
    13. CERTO. A gramática diz que, se o sujeito for o pronome relativo que, o verbo deve concordar com o termo antecedente do pronome. No caso, o antecedente é o pronome demonstrativo “o”, que equivale ao demonstrativo aquilo. Como esse pronome está no singular, o verbo também deve ficar no singular.
  14. “Sem essa base, não seria possível teorizar, pesquisar, comunicar, nem produzir ciência.”




    14. A forma verbal “seria” (ℓ.1) está flexionada no singular para concordar com “ciência” (ℓ.2).
    14. ERRADO. No período, a forma verbal “seria” fica no singular para concordar com o sujeito oracional: “teorizar, pesquisar, comunicar, nem produzir ciência.” A regra diz que se o sujeito de um verbo for outra oração (como no caso), o verbo deve ficar no singular, mesmo que o sujeito oracional seja composto. Encontra-se, facilmente, o sujeito oracional, perguntando-se: O que seria possível ? Resposta: “teorizar...”
  15. “Aceitar que somos indeterminados naturalmente, que seremos lapidados pela educação e pela cultura, que disso decorrem diferenças relevantes e irredutíveis aos genes é muito difícil. Significa aceitarmos que há algo muito precário na condição humana.”




    15. A substituição da primeira pessoa do plural em “aceitarmos” (ℓ.3) pela forma correspondente não-flexionada, aceitar, manteria coerente a argumentação, mas provocaria incorreção gramatical.
    15. ERRADO. Não haveria incorreção gramatical. A forma verbal “aceitarmos” representa o infinito flexionado, cujo sujeito seria o pronome nós. Caso substituíssemos essa forma verbal por aceitar, estaríamos utilizando o infinitivo não-flexionado – outra forma possível da Língua. Isso não constitui erro. Demonstra apenas a intenção do autor de destacar ou não o sujeito.
  16. “E, muito importante, não faria sentido vivermos, estudarmos e trabalharmos em conjunto se não pudéssemos estabelecer alguma –ou muita – confiança nas pessoas que estão conosco nessa jornada.”




    16. A organização da textualidade mantém a coerência entre os argumentos,bem como o respeito às regras gramaticais, ao se usar viver, estudar e trabalhar em lugar de “vivermos, estudarmos e trabalharmos” (ℓ.1-2).
    16. CERTO. As formas verbais “vivermos”, “estudarmos” e “trabalharmos”pertencem ao infinitivo pessoal. Sabe-se que o infinitivo é uma forma nominal do verbo, ou seja, uma forma verbal que não exprime ideia de tempo, assemelhando-se aos substantivos. Quando o infinitivo tem um sujeito expresso, é chamado de pessoal. Quando não possui sujeito e expressa simplesmente uma ação ou processo em si mesmo, o infinitivo é chamado de impessoal, ou seja, sem sujeito. O uso das formas impessoais viver, estudar e trabalhar não causaria erro gramatical nem incoerência textual (ausência de lógica). Haveria uma pequena alteração semântica,uma vez que o foco sairia do sujeito para o verbo, mas isso não provoca incoerência gramatical ou textual.
  17. “As mensagens publicitárias passaram a buscar especialmente construir atmosferas fantasiosas, de modo a prevalecer sobre a face material das coisas um substrato onírico, sonho fabricado.”



    17. Mantendo-se o respeito às regras gramaticais, é admitido, no desenvolvimento do texto, o uso do verbo “prevalecer” (ℓ.2) em flexão de plural para concordar com “atmosferas” (ℓ.2): prevalecerem.
    17. ERRADO. Observe-se que o sujeito da forma verbal “prevalecerem” está deslocado, posposto ao verbo: é a expressão “um substrato onírico, um sonho fabricado”. Logo, não haveria coerência textual nem correção gramatical caso a concordância desse verbo fosse feita com o substantivo“atmosferas”.
  18. “... mesmo porque, ao longo dos séculos, os mais diversos países do planeta vêm buscando formas de se aproximarem e de incrementarem suas relações econômicas, sociais e culturais.”




    18. Preserva a coerência entre os argumentos e a correção gramatical do texto a substituição das formas flexionadas no plural, “aproximarem” e “incrementarem”, ambas na linha 2, pelas correspondentes não flexionadas: aproximar e incrementar.
    18. CERTO. A regra diz que, se o sujeito de um verbo no infinitivo pessoal estiver em outra oração (oração principal), a concordância entre eles é opcional. Veja-se a análise do período:

    • (...) os mais diversos países do planeta vêm buscando formas (1)//de se aproximarem (2)//e de incrementarem suas relações econômicas(3).
    • (1) = oração principal; (2) = oração subordinada; (3) = oração subordinada

    O termo em negrito é o sujeito das três formas verbais. Como está na oração principal, a concordância com os verbos das orações subordinadas é opcional.

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