Concordância Verbal e Nominal 2 - CESPE

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Author:
neojr
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262578
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Concordância Verbal e Nominal 2 - CESPE
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2014-02-18 08:13:46
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Concordância Verbal Nominal CESPE
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Concordância Verbal e Nominal 2 - CESPE
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  1. “... a seca e a quebra de safras em vários países; e a crise norte-americana, que levou investidores a apostar no aumento dos preços de alimentos em fundos de hedge.”




    19. No trecho “que levou investidores a apostar no aumento dos preços de alimentos em fundos de hedge” (ℓ.2-3), a substituição de “apostar” por apostarem manteria a correção gramatical do texto.
    • 19. CERTO. Questão muito semelhante à anterior. A regra diz que, se o sujeito de um verbo no infinitivo pessoal estiver em outra oração (oração principal), a concordância entre eles é opcional. Veja-se a análise do período:
    • “que levou investidores (1)// a apostar no aumento de preços... (2).
    • (1) = oração principal em relação à (2); (2) = oração subordinada.

    O termo em negrito é o sujeito da oração subordinada, mas está na principal (funcionando como objeto direto). Logo, a concordância entre eles é facultativa.
  2. Antes da Revolução Industrial, um operário só possuía a roupa do corpo. Sua maior riqueza eram os pregos de sua casa. Educação, cultura e lazer chegaram também aos pobres.




    20. Na linha 2, a flexão de plural na forma verbal “eram” deve-se à concordância com “os pregos”; mas as regras gramaticais permitiriam usar também a flexão de singular, era.
    20. CERTO. Essa questão trata da concordância especial do verbo ser. A regra diz que, se o sujeito e o predicativo forem ambos substantivos, o verbo concorda de preferência com o que estiver no plural. Trata-se, porém,de um caso facultativo, já que não se obriga tal concordância. Logo, o verbo poderia concordar com “Sua maior riqueza”. Veja-se:

    • Sua maior riqueza (sujeito) eram os pregos de sua casa (predicativo).
    • Sua maior riqueza (sujeito) era os pregos de sua casa (predicativo).
  3. “Tinha a impressão de viver continuamente suspenso no limite de dois reinos – ser uma criança semimorta unida em laço misterioso a um espectro nostálgico. A criança tinha medo da treva; o espectro da luz. Uma e outro aspiravam à morte e, simultaneamente, receavam-na.”




    21. Na construção “Uma e outro aspiravam à morte” (ℓ.4), ao se substituir a conjunção “e” por ou, flexionando-se o verbo na terceira pessoa do singular, mantém-se a correção gramatical.
    21. CERTO. Uma regra diz que nas construções em que os núcleos do sujeito são unidos pela conjunção ou, o verbo pode ir para o plural senão houver ideia de exclusão. Outra regra afirma que sujeitos formados pela expressão UM E OUTRO, NEM UM NEM OUTRO e UM OU OUTRO estabelecem concordância facultativa com o verbo (singular ou plural). Portanto, no texto, a substituição de “aspiravam” por aspirava manteria a correção gramatical.
  4. 22. Assinale a opção correta com relação à concordância verbal na frase apresentada.

    a. Alguns políticos podem serem cassados.
    b. Alguns de nós resolveram sair.
    c. Devem haver muitos casos sem solução.
    d. Os Estados Unidos da América ainda é a maior economia ocidental.
    e. Tratavam-se de assuntos muito importantes.
    • ALTERNATIVA B. A gramática afirma que as orações que tiverem como sujeito as expressões ALGUNS DE NÓS, POUCOS DENTRE NÓS,VÁRIOS DE NÓS ou expressões semelhantes terão concordância facultativa: o verbo poderá concordar com o pronome indefinido ou com o pronome pessoal. Portanto, pode-se escrever:
    • Alguns de nós resolveram sair.
    • Alguns de nós resolvemos sair.

    • Comentários sobre as outras alternativas da questão:
    • na letra A, o erro consiste no emprego das duas formas verbais no plural. Apenas a primeira delas pode flexionar-se.
    • Na letra C, há erro no emprego da forma verbal auxiliar “Devem”. Como o verbo principal é haver – no sentido de existir – não há sujeito na oração. Logo, todos os verbos devem ficar no singular.
    • Na letra D, a forma verbal “é” deveria estar no plural – são – para concordar com o termo “Estados Unidos”.A regra diz que, se o topônimo plural estiver antecedido por artigo,o verbo deve ir para o plural.
    • Na letra E, o erro consiste no emprego de plural. Quando se emprega índice de indeterminação do sujeito, o singular é obrigatório.
  5. “Mas o Brasil tem capacidade técnica e experiência suficientes para,no mínimo, reduzir o impacto de chuvas como essa.”




    23. No trecho “capacidade técnica e experiência suficientes” (ℓ.1), caso a palavra sublinhada fosse substituída por bastante, a concordância se faria no singular, uma vez que esta palavra funcionaria como advérbio.
    • 23. ERRADO. O vocábulo bastante, quando sinônimo de suficiente, classifica-se como adjetivo e flexiona-se como tal. Caso esse termo se refira a verbos ou a adjetivos, classificar-se-á como advérbio de intensidade. Neste caso, fica invariável. Veja-se:
    • Os funcionários são bastante pontuais. (advérbio, pois intensifica o adjetivo “pontuais”)
    • Os funcionários trabalharam bastante. (advérbio, pois intensifica a forma verbal “trabalharam”)
  6. “Fazem parte dessa infra-estrutura, entre outros, o sistema bancário, hoteleiro, de telecomunicação, bem como aeroportos, segurança.”




    24. Mantendo-se a correção gramatical e o sentido da sentença, no trecho “o sistema bancário, hoteleiro, de telecomunicação” (ℓ.1-2), a expressão sublinhada poderia receber a flexão de plural: os sistemas.
    24. CERTO. Quando se tem um substantivo para mais de um adjetivo, o substantivo vai ao plural e os adjetivos permanecem no singular, ou o substantivo fica no singular e se repete o artigo antes de cada adjetivo. Logo, se fôssemos extremamente rigorosos, diríamos que o texto original está incorreto e que a alteração sugerida conferiria correção ao período,uma vez que o autor não seguiu nenhuma das regras previstas. Usou o substantivo no singular e não repetiu o artigo antes dos outros adjetivos. Para não entrar polêmica, basta-nos afirmar que a alteração é correta.
  7. “Já à primeira vista o próprio traçado dos centros urbanos denuncia o esforço determinado de vencer e retificar a fantasia caprichosa da paisagem agreste: é um ato definido da vontade humana. As ruas não se deixam modelar pela sinuosidade e pelas asperezas do solo: impõem-lhes antes o acento voluntário da linha reta.”




    25. Em “impõem-lhes” (ℓ.5), o plural no verbo é exigido por “ruas” (ℓ.3) e o plural no pronome átono é exigido por “sinuosidade” e “asperezas” (ℓ.4).
    25. CERTO. Tem-se aí uma questão que cobra concordância verbal e nominal ao mesmo tempo. De fato, a forma verbal “impõem” está no plural para estabelecer concordância com o termo “As ruas”. Em relação ao uso do pronome “lhes”, observe-se que ele poderia ser substituído por a elas,em referência aos substantivos “sinuosidade” e “asperezas”.
  8. “Uma decisão singular de um juiz da Vara de Execuções Criminais de Tupã, pequena cidade a 534 km da cidade de São Paulo, impondo critérios bastante rígidos para que os estabelecimentos penais da região possam receber novos presos, confirma a dramática dimensão da crise do sistema prisional.”




    26. A correção gramatical do texto seria mantida se, na linha 3, a palavra “bastante” fosse flexionada no plural, para concordar com o substantivo “critérios”.
    26. ERRADO. O vocábulo bastante só se flexiona quando for adjetivo (sinônimo de “suficiente”) ou pronome indefinido (quando indicar uma quantidade indefinida de seres). Caso esse termo se refira a verbos ou a adjetivos (como é o caso), classificar-se-á como advérbio de intensidade. Neste caso, fica invariável. Observe-se que, no texto, “bastante” intensifica o adjetivo “rígidos”. Portanto, é invariável, por ser advérbio de intensidade.
  9. “VII Dialogar sobre dificuldades (investigação) apresentadas”




    27. Em VII, o substantivo entre parênteses, por estar ligado, pelo sentido,à palavra “dificuldades”, deveria ter sido flexionado no plural, para que fosse estabelecida a concordância nominal no trecho.
    27. ERRADO. A concordância nominal está correta no trecho. O adjetivo--particípio “apresentadas” concorda em gênero e número com o substantivo“ dificuldades”. Já o termo entre parênteses não tem ligação com dificuldades, e sim com toda a oração “Dialogar sobre dificuldades apresentadas”, que no contexto equivaleria ao substantivo “investigação”.
  10. “Todos os Estados promoverão a cooperação internacional com o objetivo de garantir que os resultados do progresso científico e tecnológico sejam usados para o fortalecimento da paz e da segurança internacionais, a liberdade e a independência, assim como para atingir o desenvolvimento econômico e social dos povos e tornar efetivos os direitos e liberdades humanas de acordo com a Carta das Nações Unidas.”





    28. Na linha 4, justifica-se a flexão de plural em “internacionais” pela concordância desse adjetivo tanto com “paz” quanto com “segurança”; se a flexão fosse de singular, as regras gramaticais seriam atendidas, mas a clareza do documento seria prejudicada.
    28. CERTO. A regra diz que, se um adjetivo estiver posposto a dois substantivos,pode concordar com o mais próximo ou com os dois no gênero predominante. Portanto, caso “internacionais” estivesse no singular, estaria correto, pois, gramaticalmente, estabeleceria concordância apenas com “segurança”. Entretanto, não ficaria claro se tal adjetivo estaria se referindo semanticamente tanto a “paz” quanto a “segurança”. Portanto,a construção ficaria comprometida por falta de clareza.
  11. “O importante é que isso indica que os egípcios tinham conhecimento da relação de causa e efeito de cada produto e aplicavam a ciência da farmacêutica, que visa à cura pela mudança interna do corpo ativada por meio de substâncias terapêuticas.”





    29. A flexão de feminino singular no adjetivo “ativada” (ℓ.3) deve-se à sua associação com “ciência da farmacêutica” (ℓ.2), expressão com a qual aquele adjetivo estabelece relação de concordância.
    29. ERRADO. O adjetivo “ativada” estabelece concordância com o substantivo“cura” e não com “ciência da farmacêutica”.
  12. “Os seres humanos, nas culturas orais primárias, não afetadas por qualquer tipo de escrita, aprendem muito, possuem e praticam uma grande sabedoria, porém não “estudam.”




    30. O desenvolvimento da argumentação do texto permite que se empreguetanto “afetadas” (ℓ.1) quanto a correspondente flexão de masculino, afetados, sem que seja prejudicada a correção gramatical
    30. CERTO. O adjetivo “afetadas” estabelece, contextualmente, concordância com “culturas orais primárias”. Entretanto, nada impediria que o autor fizesse referência a “seres humanos”. Neste caso, utilizaria a forma afetados.Observe-se que os sentidos textuais mudariam; entretanto, a questão não faz nenhuma referência a esta alteração semântica.
  13. “Do número, que é a base da razão e do entendimento, surge outra noção de indiscutível importância: é a noção de medida. Medir é comparar. Só são, entretanto, suscetíveis de medida as grandezas que admitem um elemento como base de comparação. Será possível medir-se a extensão do espaço? De modo nenhum.”



    31. Respeitando-se as normas gramaticais, seria possível reescrever o período iniciado com “Só” (ℓ.3), flexionando-se a palavra “grandezas” (ℓ.3) no singular, da seguinte forma: Só são, entretanto, suscetíveis de medida a grandeza que admite um elemento como base de comparação.
    31. ERRADO. Observe-se que a alteração do vocábulo “grandezas” para o singular provocaria erro de concordância verbal e nominal. A forma verbal “são” e o adjetivo “suscetíveis” estão no plural para concordar com “grandezas”. Logo, se tal palavra estivesse no singular, tanto o verbo quanto o adjetivo citados deveriam ficar no singular.
  14. 32. Com relação à concordância nominal, assinale a opção em que a frase apresentada está correta.
    a. Eles chegaram da festa bastantes depressivos.
    b. Na vida, teve bastantes mulheres.
    c. As mulheres estavam meio impertinente.
    d. Adorava contos orientais, hajam vistas suas releituras das Mil e Uma Noites.
    • 32. ALTERNATIVA B. O vocábulo bastante só se flexiona quando fora adjetivo (sinônimo de “suficiente”) ou pronome indefinido (quando indicar uma quantidade indefinida de seres). Observe-se que, no texto,ele foi empregado nesta última acepção. Quando se fala “Na vida,teve bastantes mulheres”, o vocábulo bastante indica uma quantidade indefinida de “mulheres”, classificando-se como pronome indefinido e flexionando-se de acordo com o substantivo a que se refere.
    •  Comentários às outras alternativas: na letra A, “bastantes” é advérbio de intensidade, portanto deveria ficar no singular;
    • na letra C, o adjetivo “impertinente” deveria estar no plural para concordar com “mulheres”;
    • na letra D, a expressão “hajam vistas” está incorreta,uma vez que “vistas” deve, obrigatoriamente, ficar no singular feminino. A expressão mais adequada seria haja vista.
  15. 33. Respeita as normas gramaticais e o padrão estabelecido para documentos oficiais o seguinte parágrafo de um regimento:
    1º. – Não serão admissíveis a reiteração de pedidos, salvo se fundado sem novas provas.
    33. ERRADO. O período “Não serão admissíveis a reiteração de pedidos...”contém erro de concordância verbal e nominal. O sujeito de “serão” é o substantivo “reiteração”. Portanto, tanto o verbo ser quanto o adjetivo “admissíveis” devem, obrigatoriamente, ficar no singular.
  16. “A cultura de massa, ao mesmo tempo em que superficializou, abriu uma possibilidade de contato com esse mundo simbólico. Mas o piorjá passou. Hoje há uma demanda de aprofundamento.”



    34. Preserva a coerência entre os argumentos, bem como a correção gramatical do texto, a indicação da ideia de abrangência do termo “uma demanda”(ℓ.3) por meio da correspondente forma plural demandas.
    34. CERTO. Observe-se que a substituição da expressão “uma demanda”por demandas não provocaria erro gramatical nem incoerência textual. Haveria apenas uma alteração semântica. Mas a questão não faz referência a isso. Portanto, está correta.
  17. “Nem mesmo o cancelamento de alguns leilões pelo Tesouro Nacional, nas semanas de maior volatilidade da crise da bolha imobiliária norte-americana, afastou a atenção dos aplicadores externo sem relação aos títulos brasileiros (...)”




    35. A forma verbal “afastou” (ℓ.3) está no singular porque concorda com“Tesouro Nacional” (ℓ.1)
    35. ERRADO. Veja-se que o sujeito da forma verbal “afastou” é “o cancelamento de alguns leilões pelo Tesouro Nacional”. Sabe-se que o núcleo desse sujeito é a expressão “o cancelamento”, termo com o qual o verbo concorda– “O cancelamento afastou”. Portanto, não há concordância com o termo “Tesouro Nacional”, e sim com o termo “o cancelamento”, núcleo do sujeito.

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