Colocação Pronominal - CESPE

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Author:
neojr
ID:
262582
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Colocação Pronominal - CESPE
Updated:
2014-02-18 08:48:02
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Colocação Pronominal CESPE
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Colocação Pronominal - CESPE
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  1. “... Não menos temeroso é o conhecimento que se transmite por gerações por meio da arte. Partindo da premissa de que a arte imita a vida e, por consequência, ...”




    1. A colocação do pronome átono antes do verbo, em “se transmite” (ℓ.1), é obrigatória devido à presença do pronome relativo “que” no início da oração subordinada.
    1. CERTO. Um dos fatores de atração para a próclise é a partícula que, seja ela conjunção ou pronome. No texto, tal partícula classifica-se como pronome relativo. Portanto, próclise obrigatória.
  2. 2. Considerando-se que a mesóclise é desaconselhável em expedientes oficiais, é preferível iniciar período com a construção “Lhe enviaremos mais informações oportunamente” a iniciá-lo com a construção “Enviar-lhe--emos mais informações oportunamente”.
    2. ERRADO. Não se pode iniciar uma oração com pronomes átonos. Como o verbo está no futuro do presente e no início da oração, a mesóclise se torna obrigatória. Observe-se que só ocorre mesóclise se o verbo estiver no futuro do presente ou do pretérito e se não houver fator de atração.
  3. “A preocupação é pertinente porque em todo o mundo graves problemas vêm-se instalando e demandando dos governos novos mecanismos de avaliação para a incorporação tecnológica na assistência médico--hospitalar de alta complexidade e de alto custo em geral.”




    3. Em “vêm-se” (ℓ.2), a substituição do hífen por espaço provoca erro gramatical, por deixar o pronome átono sem apoio sintático.
    3. ERRADO. De fato, as gramáticas mais antigas condenavam o uso de pronomes átonos soltos entre dois verbos. Atualmente, porém, conforme Celso Cunha, não há esse impedimento. Portanto, a colocação estaria correta sem hífen.
  4. “Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber de um homem.”




    4. No trecho “divulgá-la-ei como a maior riqueza” (ℓ.1-2), a colocação do pronome antes da forma verbal ou depois dela são opções que manteriam a correção gramatical do trecho.
    4. ERRADO. Sabe-se que após pausa marcada por vírgula ou ponto e vírgula, a ênclise é obrigatória. Entretanto, verbos no futuro do presenteou no futuro do pretérito não admitem ênclise. Resta-nos, portanto, como colocação obrigatória, a mesóclise. Portanto, as alterações sugeridas na questão estariam incorretas.
  5. “As ruas não se deixam modelar pela sinuosidade e pelas asperezas do solo: impõem-lhes antes o acento voluntário da linha reta.”




    5. Preservam-se a correção gramatical e a coerência textual ao se deslocar o pronome átono, em “se deixam” (ℓ.1), para depois do verbo, escrevendo:deixam-se.
    5. ERRADO. Observe-se que em “As ruas não se deixam modelar...”,o advérbio de negação “não” é um fator de atração para a próclise –colocação do pronome átono antes do verbo. Portanto, a próclise é obrigatória no contexto.
  6. “Às vezes, eles discutiam na hora do jantar; na verdade, minha mãe brigava com ele, que ficava calado; se ela não parava de brigar, ele se levantava da mesa e saía para a rua.”




    6. No trecho “se ela não parava de brigar” (ℓ.2), o pronome “se” está anteposto ao sujeito devido à presença do advérbio de negação.
    6. ERRADO. Observe-se que, neste caso, a partícula “se” não é um pronome,e sim uma conjunção subordinativa condicional (equivale à conjunção caso). Logo, não há que se falar em fatores de atração quando não houver o emprego de pronomes pessoais oblíquos átonos.
  7. Art. 1.º Os pedidos dever-se-ão ser requeridos nos exatos termos dos partidos.





    7. Para que o trecho de documento acima atenda às normas de redação de documentos oficiais, é necessário que se retire o pronome átono de “dever-se-ão” (ℓ.1), grafando-se deverão.
    7. CERTO. Um dos requisitos da redação oficial é a correção gramatical.Observe-se que o pronome “se” está sobrando na frase, ou seja, não há nada que o justifique. Muito pelo contrário, seu emprego revela desconhecimento em relação à voz passiva: ou ela é sintética (com pronome apassivador) ou analítica (com verbo ser mais particípio). Na oração já está sendo empregada a voz passiva analítica. Portanto, o pronome deve ser retirado.
  8. “E não se trata de pouca gente. Estudo de 2007 da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica estima que 63 milhões de pessoas a partir de 18 anos têm peso acima do normal.”




    8. Na oração “E não se trata de pouca gente” (ℓ.1), mantém-se a correção gramatical caso a ênclise seja empregada.
    8. ERRADO. Sabe-se que o advérbio “não” é um fator de atração de próclise.Portanto tal colocação é obrigatória. São, ainda, fatores de atração: pronomes indefinidos, demonstrativos, relativos e interrogativos, conjunções subordinativas, orações exclamativas, interrogativas, optativas e a construção em + gerúndio.
  9. “Atualizando um pouco a distinção, poder-se-ia dizer que é como se os animais viessem com um software instalado, de fábrica, o qual os condiciona e limita durante toda a existência.”




    9. A substituição de “poder-se-ia dizer” (ℓ.1) pela forma menos formal poderia se dizer preservaria a correção gramatical do texto, desde que fosse respeitada a obrigatoriedade de não se usar hífen, para se reconhecer que o pronome se está antes do verbo dizer, e não depois do verbo poderia.
    9. CERTO. Não havendo fator de atração, a colocação do pronome oblíquo átono nas locuções verbais com infinitivo ou gerúndio é praticamente livre. De fato, o pronome pode ficar entre os dois verbos desde que se interprete que ele está proclítico ao verbo principal (dizer), uma vez que ele não poderia estar enclítico à forma verbal “poderia”, já que esta forma está no futuro do pretérito.
  10. 10. Assinale a opção em que a frase apresentada está correta quanto à colocação pronominal, conforme o padrão escrito da língua portuguesa.

    a. Não procure-me amanhã, estarei muito ocupado.
    b. Quando ligarem-me, diga que não estou.
    c. Me chame ao terminar a tarefa que começou
    d. Aqui ela trabalha muito, porque se busca a excelência.
    • 10. ALTERNATIVA D. Observe-se que a próclise é obrigatória devido à presença da conjunção subordinativa causal “porque” – que é um fator de atração. Comentários às outras opções:
    • a) incorreta, porque o vocábulo“Não” é um fator de atração de próclise e essa regra não foi seguida;
    • b) incorreta, porque o vocábulo “Quando” é uma conjunção subordinativa adverbial temporal – um fator de atração para a próclise;
    • c) incorreta, porque não se pode iniciar um período com pronomes pessoais oblíquos átonos.

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