CPC - JUIZADO ESPECIAIS CÍVEIS (JEC) (6)

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Author:
neojr
ID:
294752
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CPC - JUIZADO ESPECIAIS CÍVEIS (JEC) (6)
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2015-02-03 13:45:43
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jec
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JUÍZADO ESPECIAIS CÍVEIS
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  1. Art. 3º.
    • Art. 3º. O Juizado Especial Cível tem
    • competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor
    • complexidade, assim consideradas:
    • I - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo;
    • II - as enumeradas no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil;
    • III - a ação de despejo para uso próprio;
    • IV - as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste artigo.
    • §1º Compete ao Juizado Especial promover a execução:
    • I - dos seus julgados;
    • II - dos títulos executivos extrajudiciais, no valor de até quarenta vezes o salário mínimo, observado o disposto no § 1º do art. 8º desta Lei.
    • §2º Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.
    • §3º A opção pelo procedimento previsto nesta Lei importará em renúncia ao crédito
    • excedente ao limite estabelecido neste artigo, excetuada a hipótese de conciliação.
  2. Art. 4º.
    • Art. 4º. É competente, para as causas previstas nesta Lei, o Juizado do foro:
    • I - do domicílio do réu ou, a critério do autor, do local onde aquele exerça atividades profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento, filial, agência, sucursal ou escritório;
    • II - do lugar onde a obrigação deva ser satisfeita;
    • III - do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de qualquer natureza.
    • Parágrafo único. Em qualquer hipótese, poderá a ação ser proposta no foro previsto no inciso I deste artigo.
  3. Art. 5º.
    Art. 5º. O Juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, para apreciá-las e para dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica.
  4. Art. 6º.
    Art. 6º. O Juiz adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime, atendendo aos fins sociais da lei e às exigências do bem comum.
  5. Art. 7º.
    • Art. 7º. Os conciliadores e Juízes leigos são auxiliares da Justiça, recrutados, os primeiros, preferentemente, entre os bacharéis em Direito, e os segundos, entre advogados com mais de cinco anos de experiência.
    •  Parágrafo único. Os Juízes leigos ficarão impedidos de exercer a advocacia perante os Juizados Especiais, enquanto no desempenho de suas funções.
  6. Art. 8º.
    • Art. 8º. Não poderão ser partes, no processo instituído por esta Lei, o incapaz, o preso, as pessoas jurídicas de direito público, as empresas públicas da União, a massa falida e o insolvente civil.
    • I - as pessoas físicas capazes, excluídos os  cessionários de direito de pessoas jurídicas;
    • II - as  pessoas enquadradas como microempreendedores individuais, microempresas  e empresas de pequeno porte na forma da Lei Complementar no  123, de 14 de dezembro de 2006;
    • III - as pessoas jurídicas qualificadas como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, nos termos da  Lei no 9.790,  de 23 de março de 1999;
    • IV - as sociedades de crédito ao microempreendedor,  nos termos do  art. 1o da Lei no  10.194, de 14 de fevereiro de 2001.
    • §2º O maior de dezoito anos poderá ser autor, independentemente de assistência, inclusive para fins de conciliação.
  7. Art. 9º.
    • Art. 9º. Nas causas de valor até vinte
    • salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmente, podendo ser assistidas por
    • advogado; nas de valor superior, a assistência é obrigatória.
    • §1º Sendo facultativa a assistência, se uma das partes comparecer assistida por advogado, ou se o réu for pessoa jurídica ou firma individual, terá a outra parte, se quiser, assistência judiciária prestada por órgão instituído junto ao Juizado Especial, na forma da lei local.
    • §2º O Juiz alertará as partes da conveniência do patrocínio por advogado, quando a
    • causa o recomendar.
    • §3º O mandato ao advogado poderá ser verbal, salvo quanto aos poderes especiais.
    • § 4o O réu, sendo pessoa jurídica ou titular de firma individual, poderá ser  representado por preposto credenciado, munido de carta de preposição com poderes  para transigir, sem haver necessidade de vínculo empregatício.
  8. Art. 10.
    Art. 10. Não se admitirá, no processo, qualquer forma de intervenção de terceiro nem de assistência. Admitir-se-á o litisconsórcio.
  9. Art. 11.
    Art. 11. O Ministério Público intervirá nos casos previstos em lei.
  10. Art. 12.
    Art. 12. Os atos processuais serão públicos e poderão realizar-se em horário noturno, conforme dispuserem as normas de organização judiciária.
  11. Art. 13.
    • Art. 13. Os atos processuais serão válidos
    • sempre que preencherem as finalidades para as quais forem realizados, atendidos os critérios indicados no art. 2º desta Lei.
    • §1º Não se pronunciará qualquer nulidade sem que tenha havido prejuízo.
    • §2º A prática de atos processuais em outras comarcas poderá ser solicitada por qualquer meio idôneo de comunicação.
    • § 3º Apenas os atos considerados essenciais serão registrados resumidamente, em notas
    • manuscritas, datilografadas, taquigrafadas ou estenotipadas. Os demais atos poderão ser
    • gravados em fita magnética ou equivalente, que será inutilizada após o trânsito em julgado da decisão.
    • §4º As normas locais disporão sobre a conservação das peças do processo e demais
    • documentos que o instruem.
  12. Art. 14.
    • Art. 14. O processo instaurar-se-á com a apresentação do pedido, escrito ou oral, à Secretaria do Juizado.
    • §1º Do pedido constarão, de forma simples e em linguagem acessível:
    • I - o nome, a qualificação e o endereço das partes;
    • II - os fatos e os fundamentos, de forma sucinta;
    • III - o objeto e seu valor.
    • §2º É lícito formular pedido genérico quando não for possível determinar, desde logo, a extensão da obrigação.
    • §3º O pedido oral será reduzido a escrito pela Secretaria do Juizado, podendo ser utilizado o sistema de fichas ou formulários impressos.
  13. Art. 15.
    Art. 15. Os pedidos mencionados no art. 3º desta Lei poderão ser alternativos ou cumulados; nesta última hipótese, desde que conexos e a soma não ultrapasse o limite fixado naquele dispositivo.
  14. Art. 16.
    Art. 16. Registrado o pedido, independentemente de distribuição e autuação, a Secretaria do Juizado designará a sessão de conciliação, a realizar-se no prazo de 15 (quinze) dias.
  15. Art. 17.
    • Art. 17. Comparecendo inicialmente ambas as partes, instaurar-se-á, desde logo, a sessão de conciliação, dispensados o registro prévio de pedido e a citação.
    • Parágrafo único. Havendo pedidos contrapostos, poderá ser dispensada a contestação formal e ambos serão apreciados na mesma sentença.

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