Pediatria

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Author:
Roney1000
ID:
298971
Filename:
Pediatria
Updated:
2015-03-22 22:17:05
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IVAS
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IVAS
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  1. Descreva a anatomia das vias áereas superiores.
    • As vias aéreas superiores começam desde o óstio da narina (orifício da narina) e
    • vão até a borda inferior da cartilagem cricoide coincidindo com C6. São divididas em três
    • porções especificamente: a rinofaringe (nasofaringe), a orofaringe e a
    • hipofaringe ou laringofaringe.
  2. Quais os vírus mais associados à rinofaringite aguda viral?
    Rinovirus

    Coronavirus

    Parainfluenza

    Virus sincicial respiratório

    Influenza *

    Adenovírus

    Outros vírus (enterovirus, sarampo, rubéola, varicela)
  3. Como se manifesta a rinofaringite aguda?
    • Coriza, obstrução nasal, espirros, odinofagia, tosse seca e febre de
    • intensidade variável, podendo a febre ser mais alta em menores de 5 anos

    • Pode haver vomito e diarreia(a secreção na criança
    • normalmente é deglutida, que pode ocasionar sintomas gastrintestinais).

    A febre dura até 72 horas.
  4. Cite características de um exame físico de rinofaringite aguda.
    • -
    • bom estado geral, hidratado e corado, febril, sem edemas, anictérico,
    • acianótico, coriza hialina, hiperemia e congestão de mucosa nasal

    • -
    • Choroso, fontanela anterior normoplana enormotensa

    • -
    • Hiperemia de orofaringe sem placas

    • -
    • Hiperemia de membranas timpânicas*(não quer dizer que é OMA, a
    • febre pode aumentar a vascularização e hiperemia)

    • -
    • RCR 2T BNF s/sopros, FC 120 bpm, pulsos amplos e simétricos

    • -
    • Sem esforço respiratório, MVF com roncos, FR 40 ipm

    • -
    • Abdome globoso, depressível, fígado
    • a 2 cm de RCD

    • -
    • Genitália sem alterações
  5. Como tratar uma rinofaringite aguda viral?
    • -
    • Antitérmico/analgésico

    • -
    • Hidratação abundante

    • -
    • Higiene nasal com SF

    • -
    • Descongestionantes nasais não tem indicação

    • -
    • Xaropes e mucolíticos não tem indicação

    • -
    • Anti-histaminicos(usa em quem tem doença
    • alérgica) e antitussígenos

    • -
    • Antibióticos(para tratar complicações)
  6. Quais as complicações da rinofaringite aguda viral?
    • -
    • Otite média aguda

    • -
    • Sinusites bacterianas

    • -
    • Bronquite aguda

    • -
    • Pneumonia

    • -
    • Laringite
  7. Como podemos prevenir a rinofaringite viral aguda?
    Vacina contra o vírus influenza

    Lavagem das mãos

    Evitar o contato de pacientes mais vulneráveis
  8. Jaqueline,
    7 anos queixa-se de odinofagia
    e disfagia há 1 dia associado a febre de 39ºC, medicada com dipirona,
    havendo melhora parcial. Mae relata cefaleia holocraniana associada e 1
    episodio de vomito pela manha, de conteúdo alimentar. QUal o diagnóstico?
    Faringoamigdalite.
  9. Júlio
    Cesar de 6 meses está com coriza(rinorréia
    hialina -transparente) e obstrução nasal há 2 dias, associada a febre de
    37,8 ºC, que melhora após uso de paracetamol. A tosse é seca com piora noturna.
    Mãe refere perda de apetite no período. Eliminações sem alterações. Irmão mais
    velho com quadro semelhante. Qual o diagnóstico?
    Rinofaringite viral aguda.
  10. A maior parte das faringoamigdalites são virais.
    Verdadeiro.
  11. Quais os agentes etiológicos da faringoamigdalite estreptocóccica bacteriana?
    • Streptococcus pyogenes (mais comum em
    • escolares e adolescentes)

    •             -
    • Haemophilus influenzae

    •             -
    • Staphylococcus aureus

    •             -
    • Moraxella catarhalis

    •             -
    • Mycoplasma pneumoniae
  12. Quais as formas clínicas da faringoamigdalite?
    • Formas clinicas de apresentação:
    • eritematosa(viral),
    • eritemo-pultácea (bacteriana),
    • ulcerosas (viral) e
    • pseudomembranosas (difteria)
  13. Qual o principal achado clínico na faringoamigdalite?
    Adenomegalia submandibular bilateral de 1,5cm, dolorosa
  14. Qual o tratamento da faringoamigdalite viral?
    Medicação sintomática e medidas de suporte. Ingestão de líquidos, alimentos frios e pastosos. Analgésicos e antitérmicos
  15. Qual o tratamento da faringoamigdalite bacteriana?
    Penicilina G benzatina (1ª escolha)

    •             -
    • < 27kg: 600.000UI via IM

    •             -
    • > 27kg: 1.200.000UI via IM

    Amoxicilina 40 a 50 mg/kg/dia

    • Alergia a penicilina: utilizar macrolideos
    • (eritromicina)

    Cefalexina 30 mg/kg/dia
  16. Qual a justificativa para o uso de ATBs na faringoamigdalite?
    Prevenção da febre reumática

    •       
    • Prevenção das complicações supurativas (linfadenite cervical, abcesso peritonsilar)

    •       
    • Alivio de sintomas e cura rápida

    •       
    • Prevenir transmissão por contatos escolares e domiciliares
  17. Quais as possíveis complicações da faringoamigdalite?
    - Abcesso retrofaringeo

    - Abcesso periamigdaliano

    - Escarlatina

    - Febre reumática

    - Glomerulonefrite Difusa Aguda
  18. Qual o tratamento de abcesso?
    Internação, atb IV e drenar.
  19. Júlio César, 2 semanas após o resfriado manteve secreção nasal, mesmo
    com o tratamento adequado, Agora, a secreção nasal e amarelada, espessa e a
    tosse e produtiva, com piora noturna. Apresentou-se muito agitado e choroso durante a noite,
    com febre de 38°C, medicado com ibuprofeno. Qual o diagnóstico?
    Otite média aguda.
  20. Por que a anatomia da criança propicia ter mais otite médica do que adultos?
    • tuba auditiva (liga ouvido médio a fossa nasal,
    • função de ventilaçãoo,
    • drenagem de secreção e função ventilatório com equilíbrio na pressão),
    • na criança é mais curta,
    • tem menor inclinação, é mais estreita, além do fato de mamar deitado, drenando
    • mais secreção acumulando no ouvido médio à otite.
  21. Qual o vírus que está mais associado à otite média aguda?
    VSR
  22. Qual a principal etiologia bacteriana da OMA?
    Streptococcus pneumoniae 

    Haemophilus influenzae

    Moraxella catarrhalis
  23. Qual tríade principal da clínica da OMA?
    • Irritabilidade
    • em lactentes

    • Choro
    • em lactentes

    • Otalgia
    • (pode estar presente ou não)
  24. Qual o principal achado ao exame físico da OMA?
    Abaulamento.
  25. Qual o tratamento da faringoamigdalite?
    Amoxacilina ou Macrolídeo (para alérgicos)

    Se não resolver, dobrar a dose da amoxa ou fazer amoxa + clavulanato.
  26. Quais as principais complicações da OMA?
    ü  Mastoidite

    ü  Meningite

    • ü  Abscesso
    • cerebral

    ü  Hipoacusia

    ü  Bacteremia

    ü  Sepse
  27. Quais as prevenções para OMA?
    Vacina antipenumococica conjugada heptavalente

    • Vacina
    • contra influenza

    • Vacina
    • contra Haemophilus influenzae
  28. Rita, 8 anos, história prévia de rinite alérgica sem tratamento regular,
    iniciou há 3 semanas, tosse seca e coriza hialina nasal, sem febre. A tosse se
    tornou produtiva, há 5 dias, com expectoração amarelada, piora noturna e a
    secreção nasal está esverdeada. Queixa ainda de cefaleia frontal e hiporexia. Qual o diagnóstico?
    Rinossinusite
  29. Quais os agentes etiológicos mais frequentes da rinossinusite?
    • ü  Streptococcus
    • pneumoniae

    • ü  Haemophilus
    • influenzar não tipável

    ü  Moraxellacatarrhalis
  30. Quais os seios mais frequentemente acometidos na rinossinusite?
    Maxilar

    Etmoidal
  31. Qual a charada da sinusite?
    A tosse piora à noite.
  32. Quando pedir TC de seios da face?
    Em quadros de sinusite de repetição.
  33. Qual o tratamento da rinossinusite?
    • ü  Amoxicilina
    • 40 a 90 mg/kg/dia em 2 doses ao dia (60-80 mg/kg)

    • ü  Amoxicilina + clavulanato em
    • pacientes com sinusite crônica ou quando não há melhora com uso da amoxicilina
    • (germes produtores de betalactamases)

    Tratamento por 7-10 dias.
  34. Quais as complicações da rinossinusite?
    • ü  Celulite
    • periorbital e orbital (etmoidite)

    • ü 
    • Meningite

    • ü 
    • Trombose do seio cavernoso

    • ü 
    • Empiema subdural

    • ü 
    • Abscesso epidural

    ü  Abscesso cerebral
  35. Como prevenir uma rinossinusite?
    • Tratar
    • rinite alérgica

    Evitar mergulhos durante IVAS

    Evitar tabagismo

    Correção cirúrgica de fatores predisponentes (desvio de septo, cistos,...)
  36. Joice, 3 anos, apresentou subitamente febre alta e odinofagia associada a sialorréia. Estava
    prostrada, dispneica, precisando manter o pescoço estendido para conseguir
    respirar horas após início dos sintomas. Qual o diagnóstico?
    Epiglotite.
  37. Qual a etiologia da epiglotite?
    • Haemophillus Influenza b 
    • Streptococcus;
    • Staphylococcus.
  38. Cite uma manifestação clínica e uma radiológica típicas da epiglotite.
    Posição do tripé.

    Sinal do polegar.
  39. Qual o tratamento da epiglotite?
    Intubação orotraqueal ou traqueostomia por 2 a 3 dias geralmente

    Oxigenoterapia em assistência ventilatória mecânica

    Antibioticoterapia parenteral
  40. Quais as complicações da epiglotite?
    Insuficiência respiratória

    Sepse
  41. Vicente, 2 anos, com coriza e tosse rouca há 1 dia associada a odinofagia e rouquidão. Febre
    de 38,5 oC, medicada com Paracetamol. Qual o diagnóstico?
    Laringite.
  42. Quais os vírus mais associados à laringite?
    Vírus parainfluenza I e II e VSR são mais comuns
  43. Qual o achado no Raio X de uma laringite?
    Sinal do lápis.
  44. Quais os diagnósticos diferenciais da laringite?
    • laringite espasmódica
    • epiglotite aguda
    • laringomalácia
    • corpo estranho,
    • laringite diftérica
    • traqueíte bacteriana.
  45. Qual o tratamento da laringite?
    • ü  Leve:
    • tratamento ambulatorial/domiciliar

    • - Hidratação, umidificação
    • do ar

    • - Inalação com epinefrina (hospitalar/dexametasona
    • IM)

    • ü  Graves:
    • emergência. Via aérea segura. Suporte ventilatório.
  46. Quais as complicações da laringite?
    • ü  Traqueíte
    • bacteriana

    ü  Laringotraqueobronquite
  47. Site dois achados de laringotraqueíte.
    Tosse de cachorro

    Sinal do campanário.
  48. Qual o tratamento do crupe espasmódico?
    Epinefrina racêmica e corticoide.

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